Mestrado em Engenharia Têxtil abre inscrições para o Processo Seletivo 2020

05/11/2019 12:06

Estão abertas, até 1º de dezembro, as inscrições para a turma 2020 do Mestrado em Engenharia Têxtil da UFSC Blumenau (PGETEX). Ao todo, são 15 vagas disponibilizadas para pesquisadores que desejam aprofundar seus conhecimentos na área de Desenvolvimento de Processos e Produtos Têxteis.

As inscrições para o processo seletivo 2020 devem ser realizadas por meio de formulário on-line, disponível no link https://adm.blumenau.ufsc.br/pgetex2020/, mediante a submissão da documentação exigida, descrita no edital (veja link abaixo).

O resultado final será divulgado no site do Programa, no dia 16 de dezembro. O início das aulas está previsto para 2 de março de 2020.

 

(Camila Collato/Comitê de Comunicação UFSC Blumenau)

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PréUFSC: estudante de Indaial conquista aprovação em Medicina na UFSC

10/03/2019 19:33

"Eu queria mostrar que a escola pública também pode", afirmou Érick Schnorrenberger, aprovado no Vestibular UFSC 2019 para o curso de Medicina.

Érick e o pai, Lauro, retornam ao Campus Blumenau após a aprovação (Foto: Camila Collato/UFSC Blumenau)

A preparação para o vestibular é um desafio que abrange uma série de fatores, que vão desde o curso a ser escolhido, até questões pedagógicas e socioeconômicas de acesso à escola, materiais, professores e cursinhos preparatórios. Para quem almeja carreiras como Medicina é preciso ainda ter foco para não se deixar abalar pela alta concorrência. No último vestibular da UFSC, o curso somou 204 candidatos/vaga mantendo-se no topo do ranking das carreiras mais disputadas.

Mas tudo isso não desanimou Érick Schnorrenberger, de 18 anos, então estudante da EEB Raulino Horn, de Indaial/SC. Com o suporte das aulas do PréUFSC, cursinho gratuito oferecido pelo Campus Blumenau, e o apoio da família ele conquistou a tão sonhada vaga e iniciará, em agosto deste ano, os primeiros passos na carreira médica na UFSC.

Quando convidado para falar um pouco sobre sua experiência nesse processo, Érick veio acompanhado do pai Lauro Schnorrenberger, que não continha o sorriso orgulhoso estampado no rosto. De família simples, oriunda de Itapiranga, no Extremo Oeste catarinense, o novo calouro da UFSC aprendeu desde cedo o significado de persistência e o gosto pela leitura com os pais. "Desde crianças eles [referindo-se também à irmã, Ketlyn] devoravam gibis. A gente tinha que contar várias e várias vezes histórias para eles. Também sempre estavam na biblioteca municipal de Indaial. Voltavam para casa com pilhas e mais pilhas de livros", recorda Lauro. Para ambos, a educação para a leitura foi de vital importância no desenvolvimento de competências como concentração e interpretação.

Érick acompanhado dos pais, Marlene e Lauro, e da irmã Ketley no campus Florianópolis da UFSC, onde iniciará os estudos no segundo semestre.

No 8° e 9° ano do fundamental, Érick participou das competições da Olimpíada Brasileira de Matemática (OBMEP), conquistando a medalha de bronze e uma bolsa do Programa de Iniciação Científica Jr. (PIC). Essa experiência o motivou a seguir sozinho na preparação para o vestibular durante o ensino médio. Mesmo com um boletim impecável - com notas que variavam em sua maioria entre 9,0 e 10,0 - o estudante não relaxava na rotina escolar. "Eu sempre estudei muito...assim, eu sempre fui o nerd da sala [risos]. Sempre fiz mais do que precisava, para além dos trabalhos, das provas. Os professores me questionavam por que eu estudava tanto se eu já estava com notas excelentes para passar. Mas eu sabia que se eu quisesse aprovar no vestibular, tudo tinha que ser diferente", contou.

Logo no 1° ano do ensino médio o estudante começou a fazer simulados e no 2° ano adquiriu um cursinho online, elaborando por conta própria os cronogramas de estudos. "No mesmo ano eu fiz o Enem e o vestibular da UFSC e me saí relativamente bem", contou. Nesse intervalo de cerca de dois anos, com o auxílio dos pais, Érick conseguiu subir sua média de pontuação no Enem de 450/480 para 740. Em 2018, depois de conversar com os professores e ler mais a respeito da profissão médica, veio a decisão pela graduação a ser seguida. "Eu sabia que Medicina era o curso mais concorrido da universidade, mas então pensei que se eu passasse para este, caso eu quisesse trocar de opção depois, teria condições de ser aprovado em qualquer outra graduação", explicou. O vasto campo de pesquisa proporcionado pela área das ciências da saúde também chamou a atenção do estudante, que já cogita desenvolver projetos.

Muita leitura, exercícios e pouca rede social: rotina de estudos somava 10 horas diárias ou mais. (Foto: Camila Collato/UFSC Blumenau)

A rotina de estudos era rigorosa: começava às 7h30min na escola e se estendia até às 22h em casa, de segunda a sexta. Aos sábados, Érick vinha ao Campus Blumenau para assistir às aulas do PréUFSC. Redes sociais e aplicativos de mensagens? Nem pensar. "Eu saí do whatsapp, era muita distração", afirma sem vacilar. "Eu lia os livros do vestibular e fazia todas as questões das provas anteriores: imprimia e resolvia tudo na mão, para sentir mesmo como era", recorda. Aos finais de semana, para descansar a mente, aproveitava para tocar violão, viola, jogar bola e ficar com a família. Não sem antes reservar um tempo aos domingos para o planejamento da semana seguinte.

No PréUFSC, Érick entrou em contato com muitos conteúdos anteriormente vistos no colégio, mas agora de forma aprofundada, algo que as aulas regulares não conseguiam suprir, em sua opinião. Para ele a receptividade e o suporte da equipe do cursinho, com monitorias, oficinas e apoio psicopedagógico foi fundamental, além do contato constante com os graduandos o que, segundo ele, permitiu diminuir a ansiedade projetada acerca dessa nova etapa da vida. "A gente que estuda na escola pública às vezes não sabe muito bem como que é a universidade. E é muito difícil participarmos de coisas como as que foram oferecidas nas oficinas, tanto de redação quanto nessa parte de apoio psicológico, além de aulas sobre física moderna ou exercícios práticos de química como os que fizemos nos laboratórios", relatou.

Quando questionado se havia feito provas para mais de uma universidade, ele explica que sua estratégia foi esmiuçar ao máximo o certame da UFSC e apostar apenas na instituição, por causa de fatores como permanência e distância da família. "Como eu estava estudando sozinho, foquei na UFSC porque o estilo da prova é bem diferente (somatório). Nos cursinhos especializados a gente sabe que o pessoal estuda o dia todo para todas as universidades, mas cada prova é diferente. Então eu fui só nela (UFSC), era tudo ou nada. E deu certo", comemora.

Sobre as contribuições que pretende deixar agora como aluno regular da UFSC, Érick ressalta fatores que ultrapassam os anseios individuais. "Eu queria mostrar que quem vem da escola pública também pode. Para mim, todo estudo reflete a interação humana. Por isso não basta só estudar: é preciso ser humano, conversar com as pessoas, olhar no olho. E lembrar que não há só coisas ruins no mundo, têm muitas pessoas que fazem tudo valer a pena. Acho que é isso que eu quero deixar como exemplo".

(Camila Collato/Comitê de Comunicação UFSC Blumenau)

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Vestibular UFSC 2019: provas em 8, 9 e 10 de dezembro

01/11/2018 12:23

A Universidade Federal de Santa Catarina, por meio da Comissão Permanente do Vestibular, declara que estarão abertas as inscrições ao Vestibular UFSC/2019, no período de 04 de setembro a 08 de outubro de 2018, para a ocupação de 4555 vagas distribuídas em 101 opções de cursos, relativas ao ano letivo de 2019.

As principais informações - editais e comunicados - encontram-se no site http://vestibular2019.ufsc.br/ 

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MEC e Inep divulgam resultados do Enade 2017 e indicadores de qualidade da educação superior

09/10/2018 16:11

Clique para ver a apresentação dos indicadores

Os resultados da edição de 2017 do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), o perfil dos participantes e dois dos indicadores de qualidade da educação superior que dele derivam – o Conceito Enade e o Indicador de Diferença entre os Desempenhos Esperado e Observado (IDD) –  foram apresentados pelo Ministério da Educação e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em coletiva de imprensa nesta terça, 9, em Brasília (DF).

O Conceito Enade e o IDD são dois dos indicadores de qualidade da educação superior calculados anualmente pelo Inep, a partir da combinação do resultado do exame com outras bases de dados. Enquanto o Conceito Enade é um indicador calculado a partir dos desempenhos dos estudantes concluintes dos cursos de graduação, o IDD busca mensurar o valor agregado pelo curso ao desenvolvimento dos estudantes concluintes, considerando seus desempenhos no Enade e no Enem.

Em novembro, o Inep divulgará outros dois indicadores: o Conceito Preliminar de Curso (CPC) e o Índice Geral de Cursos Avaliados da Instituição (IGC). Esses dois, também derivados dos resultados do Enade e de outros insumos, ditam a regulação exercida pelo MEC dos cursos e nas instituições de educação superior.

Além dos resultados do Conceito Enade e do IDD de cada curso avaliado, o Inep publicou em seu portal o resultado geral do Enade 2017 e o perfil do participante. Os resultados não podem ser comparados de um ano para o outro, pois avaliam o desempenho dos estudantes de áreas distintas. Tampouco é adequada a comparação dos resultados de um ciclo avaliativo para outro, uma vez que o instrumento de avaliação é diferente. Mas é possível observar a diferença de desempenho entre os graus acadêmicos nas questões de formação geral, que são iguais para todos os estudantes que fizeram o Enade 2017 e representam 25% da avaliação.

Além dos resultados nas provas, o Enade, por meio do Questionário do Estudante, permite traçar o perfil dos concluintes avaliados. A informação, combinada ao desempenho na prova, pode ajudar na definição de políticas públicas e também guiar melhorias das próprias instituições e cursos. A orientação do Inep é que as instituições se apropriem dos dados para melhorar seus projetos pedagógicos. É esta a principal contribuição de um exame como o Enade. Mais do que um olhar sobre a qualidade do sistema de educação superior, ele possibilita às instituições uma reflexão do desempenho de cada um dos cursos de graduação à luz de seus projetos pedagógicos.

O Inep está divulgando, de forma conjunta, os resultados do Enade, o perfil do participante, o Conceito Enade, o IDD, os microdados do Enade e os relatórios. Esse volume de evidências pode e deve ser apropriado pelos professores, coordenadores de cursos e pelos gestores de cada instituição de educação superior brasileira.

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Enade – Previsto na lei que institui o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), de 2004, o Enade avalia o desempenho dos concluintes dos cursos de graduação em relação aos conteúdos que se propõem a ensinar e as habilidades e competências desenvolvidas pelo estudante durante sua formação. O exame é obrigatório, só podendo colar grau o concluinte que responder ao questionário do estudante e fizer a prova.

Os resultados do Enade são divulgados no Portal do Inep por meio dos relatórios síntese de área, dos relatórios de curso e de instituições de educação superior e dos microdados do Enade. Já o Boletim do Estudante é disponibilizado no Sistema Enade, com acesso restrito ao participante.

A cada ano o Enade se dedica a um ciclo avaliativo trienal. Em 2017, foram avaliados os estudantes das seguintes áreas:

- Bacharel nas áreas de arquitetura e urbanismo; engenharia ambiental; engenharia civil; engenharia de alimentos; engenharia de computação; engenharia de controle e automação; engenharia de produção; engenharia elétrica; engenharia florestal; engenharia mecânica; engenharia química; engenharia; e sistema de informação;

- Bacharel ou licenciatura em ciência da computação; ciências biológicas; ciências sociais; filosofia; física; geografia; história; letras - português; matemática; e química.

- Licenciatura em artes visuais; educação física; letras - português e espanhol; letras - português e inglês; letras - inglês; música; e pedagogia;

- Tecnólogo em análise e desenvolvimento de sistemas; gestão da produção industrial; redes de computadores; e gestão da tecnologia da informação.

Indicadores de qualidade da educação superior – Expressos em escala contínua e em cinco níveis, são importantes instrumentos de avaliação da educação superior brasileira. O Conceito Enade avalia os cursos de graduação a partir dos resultados obtidos pelos estudantes no exame. O Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD) mede o valor agregado pelo curso ao desenvolvimento dos estudantes concluintes, considerando seus desempenhos no Enade e suas características de desenvolvimento ao ingressar no curso de graduação avaliado.

O Conceito Preliminar de Cursos (CPC) combina, em uma única medida, diferentes aspectos relativos aos cursos de graduação: desempenho dos estudantes, valor agregado pelo processo formativo oferecido pelo curso, corpo docente e condições oferecidas para o desenvolvimento do processo formativo. O Índice Geral de Cursos (IGC) é o resultado de avaliação das instituições de educação superior. Trata-se de uma média ponderada, a partir da distribuição dos estudantes nos níveis de ensino, que envolve as notas contínuas de CPC dos cursos de graduação e os conceitos Capes dos cursos de programas de pós-graduação stricto sensu das instituições de educação superior.

  • Confira a  apresentação com os resultados e indicadores do Enade 2017

(Fonte: Assessoria de Comunicação Social - Portal MEC)

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