Projeto da UFSC Blumenau é semifinalista do Prêmio Brasil Criativo

01/11/2019 16:29

Jaqueta com dispositivo acoplado no interior envia mensagem a aplicativo no caso de quedas e permite o monitoramento por parte de amigos e familiares.

(Atualizada em 08/11/2019, às 11h22min)

O projeto Tecnologias assistivas aplicadas ao vestuário coordenado pela professora Grazyella Cristina Oliveira de Aguiar, do curso de Engenharia Têxtil da UFSC Blumenau, está entre os semifinalistas da categoria Design do Prêmio Brasil Criativo. A equipe é composta pela acadêmica Fabieli Breier do curso de Engenharia Têxtil, pelo acadêmico Christian Mailer, do curso de Engenharia de Controle e Automação e pelo professor Leonardo Mejia Rincon, do Departamento de Engenharia de Controle, Automação e Computação (CAC/UFSC/BNU) .

Em parceria com a Associação Blumenauense de Deficientes Físicos (Abludef), a equipe desenvolveu três modelos de roupas que, além de inclusivos, promovem a saúde e o bem-estar. As peças, pensadas para auxiliar pessoas com deficiência física, contam com uma tecnologia exclusiva no tecido que permite melhorar a circulação sanguínea e possuem sensores acoplados para a prevenção de acidentes - saiba mais aqui.

O Prêmio Brasil Criativo é promovido pelo Ministério da Cidadania e 3M e chega a sua 3ª edição em 2019 como propósito de valorizar atitudes criativas. Consolidado como a Premiação Oficial da Economia Criativa, os principais objetivos do Prêmio são: revelar, valorizar e preservar a diversidade criativa do povo brasileiro; reconhecer ações inovadoras do empreendedorismo criativo no país e fortalecer as políticas de economia criativa no Brasil e fomentar a rede de empreendedores que fazem parte desse setor.

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Erramos

O projeto encontra-se entre os semifinalistas da competição na categoria "Design" e não como finalista, conforme divulgado no dia 1º de novembro. A divulgação dos finalistas será realizada no dia 8 de novembro.

 

(Camila Collato/Comitê de Comunicação UFSC Blumenau, com informações Prêmio Brasil Criativo)

 

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Egressa da UFSC Blumenau recebe duas premiações em evento internacional sobre pesquisa de materiais

10/10/2019 15:30

Letícia e sua orientadora, professora Daniela Zambelli Mezalira

Letícia Silva De Bortoli, egressa do curso de Engenharia de Materiais da UFSC Blumenau, foi premiada duas vezes durante o XVIII Brazil Materials Research Society Meeting (Encontro da Sociedade Brasileira de Pesquisa de Materiais), realizado de 22 a 26 de setembro, em Balneário Camboriú. Letícia levou o prêmio Bernard Gross Award pelo melhor pôster do simpósio em que participou (Manufatura Aditiva) e foi escolhida pela ACS Publications por apresentar um dos cinco melhores pôsteres do evento.

A apresentação duplamente premiada foi do trabalho "Additive Manufacturing of functionalized carbon nanotubes based nanocomposites with PLA matrix by FDM process" (Manufatura aditiva de nanocompósitos com nanotubos de carbono funcionalizados e matriz de poliácido lático pelo processo de FDM). Desenvolvido em conjunto com a aluna Roberta de Farias do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Engenharia de Materiais (PGMat), o trabalho contou com a orientação dos professores Daniela Zambelli Mezalira (Departamento de Química - UFSC Florianópolis), Luciana Maccarini Schabbach (Coordenadoria Especial de Engenharia de Materiais - UFSC Blumenau) e Marcio Celso Fredel (Departamento de Engenharia Mecânica - UFSC Florianópolis).

O trabalho foi desenvolvido durante o estágio curricular da aluna, no semestre 2019.1, quando Letícia estava no último semestre do curso de Engenharia de Materiais da UFSC Blumenau. Ela realizou seu estágio no Núcleo de Pesquisas em Materiais Cerâmicos e Compósitos (Cermat) do Departamento de Engenharia Mecânica da UFSC Florianópolis, que resultou no seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).

Letícia conta que a pesquisa envolve o desenvolvimento de um material polimérico biodegradável destinado à produção de peças por impressão 3D. Atualmente o principal potencial de aplicação desse nanocompósito é na área de biomateriais, como implantes e biossensores. “A proposta neste trabalho foi avaliar condições para o processamento adequado dessas peças por impressão 3D, buscando uma melhor dispersão dos nanotubos por meio do processo de funcionalização. Esta temática é bastante importante na área de pesquisa visto que a aglomeração de nanocargas representam um dos principais desafios no processamento de nanocompósitos. Nossos resultados mostraram-se positivos, obtendo-se um material com maior resistência mecânica após a funcionalização”, explica.

Essa foi a primeira vez que Letícia foi premiada em um evento. “Fiquei extremamente feliz e agradecida a toda a equipe que trabalhou comigo nesse projeto. O que apresentei foi resultado do nosso esforço coletivo, e foi muito gratificante receber este reconhecimento em um evento tão importante na área”, conta.

Atualmente Letícia é aluna no Programa de Pós-Graduação em Ciência e Engenharia de Materiais (PGMat), na UFSC Florianópolis, e também atua no Cermat em parceria com uma startup da região na área de pesquisa e desenvolvimento de nanopartículas por uma rota de produção verde. “Eu tenho paixão pela área de pesquisa e desenvolvimento, e me imagino atuando em projetos para o desenvolvimento de novas tecnologias e produtos, conectando o meio acadêmico ao industrial”, completa.

Sobre o evento

O evento, organizado pela Sociedade Brasileira de Pesquisa de Materiais, é realizado anualmente e conta com a participação de estudantes e pesquisadores de todo o mundo. Na edição de 2019, teve a presença de 24 países, 25 estados do Brasil e mais de 2.500 trabalhos submetidos. A próxima edição será realizada de 30 de agosto a 3 de setembro de 2020, em Foz do Iguaçu.

Para conferir todos os premiados desta edição, clique aqui.

(Daiana Martini / Comitê de Comunicação UFSC Blumenau)

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Estudantes recebem Comenda do Poder Legislativo Municipal em reconhecimento a projeto de inclusão

30/08/2019 11:01

Os estudantes Fabieli Diones Breier e Christian Mailer, dos cursos de Engenharia Têxtil e Engenharia de Controle e Automação da UFSC Campus Blumenau, receberam, nesta quinta-feira (29/8) a Comenda Municipal do Mérito Projetos Acadêmicos “Edson Klaus Kielwagen”. A distinção foi concedida em razão do projeto Roupas Inclusivas (saiba mais aqui). A solenidade foi realizada pela Câmara de Vereadores de Blumenau, no Plenário da Casa.

A comenda, instituída em 2017, presta homenagem aos alunos que se destacaram no desenvolvimento de projetos acadêmicos, com o apoio dos professores, nas instituições de ensino superior do município. O estudante Christian Mailer falou em nome da dupla e, ao agradecer o reconhecimento, estendeu a homenagem aos professores que deram suporte e auxiliaram no desenvolvimento do projeto. “Agradeço à Câmara e ao vereador Bruno Cunha pela oportunidade e visibilidade dada ao projeto. Também à UFSC, demais colegas e professores, que prestaram assistência científica necessária para o sucesso do trabalho”.

A indicação dos estudantes para a comenda foi de iniciativa do vereador Bruno Cunha (PSB). O parlamentar ressaltou que o objetivo da condecoração é fazer essa ponte e trazer ao conhecimento da sociedade tantos projetos importantes que são desenvolvidos na área acadêmica. Registrou que os jovens produziram roupas inclusivas direcionadas a deficientes visuais e deficientes físicos, e que todos os detalhes foram pensados com carinho de forma a valorizar essas pessoas. “O trabalho que vocês desenvolvem é sensacional. Que esse reconhecimento pequeno desta Casa seja a possibilidade que vocês encontrem para seguir neste caminho”, desejou.

(Fonte: Câmara de Vereadores de Blumenau. Fotos: Lucas Prudêncio/Imprensa CMB)

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Estudante de Engenheira Têxtil da UFSC vence prêmio na área e participará de estágio em universidade espanhola

03/06/2019 15:28

Jéssica Jenifer Sornas

Jéssica Jenifer Sornas, 25 anos, formanda 2019/1 pela Universidade Federal de Santa Catarina - Campus Blumenau é a vencedora do Prêmio Sinditêxtil-SP Profissional do Futuro. O concurso irá levar a engenheira têxtil para um estágio na conceituada Universidade Politécnica de Catalunya (UPC), na Espanha e promover uma visita guiada na maior feira de máquinas têxteis do mundo, a ITMA.

O Prêmio é uma iniciativa para fortalecer a imagem do setor têxtil como portador de futuro, incentivar e atrair estudantes para a área, além de apoiar e reconhecer talentos genuínos. Nesta primeira edição do Prêmio, os professores selecionaram de um a dois recém-formados ou do último ano, em seis faculdades de engenharia têxtil ou similar, de quatro estados brasileiros.

O setor têxtil, especialmente o desenvolvimento e produção de insumos (fios, fibras, tecidos) é altamente tecnológico. Tecidos inteligentes, tecidos técnicos, beneficiamentos que agregam tratamentos, além de wearables, necessitam de profissionais muito qualificados” declara Luiz Arthur Pacheco, presidente do Sinditêxtil.

A ganhadora passará por estágio de um mês na UPC, campus de Terrassa, onde terá a oportunidade de conhecer as mais avançadas tecnologias para soluções de processos e desenvolvimento de produtos, com enfoque em sustentabilidade e tratamento de resíduos. “Desde os nove anos de idade sempre quis ser engenheira, não especificamente têxtil, mas quando comecei a conhecer a grandeza desse mundo, me apaixonei. Estou muito feliz e orgulhosa. Esse resultado demonstra a qualidade do curso de Engenharia Têxtil da UFSC”, afirma Jéssica.

Prêmio Profissional do Futuro conta com o apoio de várias empresas que entendem nesta ação um incentivo do setor têxtil para que jovens continuem a buscar conhecimento e formação na área, que é muito promissora. As patrocinadoras do Prêmio Sinditêxtil-SP são: AdatexAssociação Brasileira dos Técnicos Têxteis (ABTT), Castanhal, Fios Têxteis H Marin, Golden TechnologyParamount TêxteisPerfeito Acessórios de ModaSantista Workwear.

  • Saiba mais sobre o Prêmio Sinditêxtil-SP Profissional do Futuro no site da iniciativa.

Sobre o Sinditêxtil-SP

Fundado na década de 30, o Sinditêxtil-SP tem como principal missão coordenar, fortalecer e representar legalmente a Cadeia Produtiva Têxtil; do cultivo do algodão, matérias-primas sintéticas, fibras têxteis, fiações, até tecelagens, tinturarias e estamparias, no Estado de São Paulo.

Sobre a Universidade Politécnica de Catalunya

Fundada em 1971, a Universidade Politécnica de Catalunya tem como especialidade cursos em engenharia e busca excelência em seus estudos, para isso conta com convênios com instituições educações e Entidades de vários países.  A UPC possui uma estrutura com mais de 30 mil alunos, 20 centros docentes, 52 patentes registradas por ano e 234 programas de formação permanente.

(Fonte: Assessoria do Sinditêxtil-SP/Ligia Santos)

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Estudante do campus Blumenau ganha concurso de inovação e viaja ao Vale do Silício-Califórnia/EUA

29/11/2018 18:03

Há muitas décadas que Vale do Silício, nos Estados Unidos, é considerado a Meca daqueles que buscam inovação e tecnologia. Para quem ainda está na graduação, uma ideia inovadora bem orientada pode ser o começo de uma startup de sucesso nos moldes de Google, Facebook, entre tantas outras sediadas na Califórnia. Com esse espírito determinado o estudante Renato Poli Mari, do curso de Engenharia Têxtil da UFSC Blumenau, participou do Concurso Universitário de Negócios Inovadores, promovido pelo SEBRAE/SC. "Quando eu decidi participar do concurso eu disse aos meus professores orientadores que era para ganhar", revelou o estudante que levou, no dia 15 de setembro, um dos cinco troféus de Melhor Pitch de Negócio da edição 2018.

O projeto "Palmilha tecnológica para corredores de rua - Fastpace", desenvolvido sob orientação dos professores Jose Alexandre Borges do Valle e Rita de Cássia Siqueira Curto Valle, rendeu ao aluno uma viagem aos Estados Unidos, no dia 27 de outubro, com os demais vencedores da competição. O grupo teve a oportunidade de conhecer as instalações de empresas como Nvidia, Google, Facebook, Autodesk, além do campus da Universidade de Stanford. Quando questionado sobre o que mais chamou sua atenção durante as visitas, Renato afirma que "praticamente todas as empresas possuem sua estrutura focada no funcionário. Não há horários fixos, cada um faz sua rotina, pois eles são cobrados por metas". Apesar de parecer o ambiente de trabalho perfeito, ele também destaca a alta cobrança das organizações: "a pressão é muito grande por estar em uma startup de sucesso. Você sempre tem que estar mostrando resultados. Os próprios gestores explicaram que as metas fixadas são impossíveis. Por isso eles esperam que sejam cumpridas em índices que variam de 60 a 70%".

Ainda segundo o estudante, a aprendizagem no decorrer  do desenvolvimento do projeto trouxe ganhos para além da premiação em si, oportunizando experiências de trabalho em equipe e a ampliação do leque de aplicação dos conhecimentos da graduação. "Foi muito importante contar com o apoio de todo o time, além dos professores, da Letícia Brito de Souza (EMT/UFSC/BNU), da Edna Regina Evaristo (ETX/UFSC/BNU), que também ganhou o prêmio em 2016, e da Dinnye Caroline dos Santos (ETX/UFSC/BNU)".

Startup a caminho - com o apoio da família e de um sócio, Renato Poli Mari agora quer fomentar novas criações por meio da startup Nanoplus. Atualmente a empresa já propõe soluções para a companhia da família que atua no ramo calçadista e a proposta é expandir a atuação. "Não é só porque o mundo hoje é digital que a engenharia têxtil vai ficar para trás. Nós temos condições de criar produtos e soluções de qualidade", reafirmou o estudante.

Veja fotos da premiação e da viagem

(Comunicação UFSC Blumenau)

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