UFSC Blumenau disponibiliza Sala de Autorregulação
O Campus Blumenau da UFSC disponibilizou para toda a comunidade acadêmica uma Sala de Autorregulação, espaço reservado e acolhedor, planejado para oferecer suporte a pessoas que necessitem de um local reservado para regulação sensorial, redução de estímulos ou momentos de pausa durante a rotina acadêmica e administrativa. A sala fica localizada na B006, inicialmente como local provisório, e não é necessário fazer reserva ou retirada de chave para acessá-la.
O espaço já é bastante comum em aeroportos, shoppings e outros espaços públicos de grande circulação. De acordo com o Núcleo Pedagógico (NuPe), a criação da sala de autorregulação na UFSC Blumenau surgiu da necessidade de fortalecer as ações de acessibilidade e permanência estudantil. “Estudantes, especialmente aqueles com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), transtornos de ansiedade, deficiência intelectual, altas habilidades/superdotação e outras condições podem, em algum momento, necessitar de um espaço adequado para reorganizar-se emocional e sensorialmente durante as atividades acadêmicas”, explica Bruna da Silva Alves, pedagoga educacional do NuPe.
O NuPe desenvolve atividades, mediações, orientações e ações formativas voltadas à acessibilidade, além de reivindicar, junto às instâncias institucionais competentes, o aprimoramento das condições de acessibilidade no campus, entre elas a implementação de uma sala de autorregulação. “É importante destacar que a criação do espaço de autorregulação se concretizou, em grande medida, neste momento, em resposta à demanda apresentada por uma estudante com TEA. Embora motivada por uma necessidade específica, a iniciativa foi concebida para beneficiar toda a comunidade acadêmica que possa necessitar de um ambiente destinado à autorregulação emocional e sensorial”, conta Bruna.
A sala pode ser utilizada em diferentes situações nas quais a pessoa necessite de um momento de reorganização emocional, cognitiva ou sensorial. Alguns exemplos são: momentos de sobrecarga sensorial provocada por excesso de estímulos (luz, ruídos ou grande circulação de pessoas); necessidade de redução de estímulos ou crises de ansiedade, estresse antes ou após avaliações, apresentações ou atividades acadêmicas de maior exigência; e reorganização emocional após situações de conflito ou elevado desgaste psicológico.
Para o psicólogo educacional Caio Filipe Loch, ter um espaço de autorregulação demonstra o compromisso institucional com uma universidade inclusiva, que reconhece a diversidade humana e busca eliminar barreiras que dificultam a aprendizagem e a permanência na universidade. “A sala também beneficia estudantes que, em momentos específicos, vivenciam situações de intenso estresse ou ansiedade, promovendo bem-estar, autonomia e qualidade de vida no contexto acadêmico”, completa.
Para que a sala cumpra sua finalidade, recomenda-se que seu uso observe algumas orientações:
- Utilizar o espaço exclusivamente para autorregulação emocional e sensorial;
- Manter silêncio e preservar um ambiente tranquilo, com menor estímulo sensorial possível;
- Zelar pela preservação, limpeza e organização dos materiais disponíveis na sala para uso coletivo;
- Respeitar a privacidade dos demais usuários;
- Compreender que a sala não é um local de estudo, descanso prolongado ou convivência social;
- Compreender que a sala de autorregulação é um espaço de uso coletivo, devendo ser compartilhada com respeito, consideração e bom senso por todos os usuários.
Daiana Martini/Divisão de Comunicação UFSC Blumenau















