UFSC Blumenau participa de campanha sobre prevenção do câncer de mama
Durante todo o mês, o Campus Blumenau da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) participa do Outubro Rosa. Realizada anualmente em todo o mundo, a campanha tem como objetivo conscientizar a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. Além disso, a campanha também busca orientar sobre fatores de risco, sinais de alerta e tratamentos disponíveis na rede pública de saúde.
De acordo com o Ministério da Saúde, o câncer de mama é a multiplicação desordenada de células anormais nas mamas, resultando em um tumor maligno que pode invadir outros tecidos e órgãos. É o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo, embora também possa afetar homens. O risco de desenvolver câncer de mama ao longo da vida é de 1 para cada 10 mulheres, e de 1 para cada 833 homens.
A doença pode se manifestar de diversas formas e é caracterizada por sinais como o aparecimento de nódulos, alterações na pele da mama (como a aparência de "casca de laranja") e secreções no mamilo. Há vários tipos de câncer de mama. Alguns deles se desenvolvem rapidamente e outros progridem de forma lenta. A maioria dos casos tem boa resposta ao tratamento, principalmente quando diagnosticado e tratado no início.
O câncer de mama, assim como outros cânceres, faz parte do grupo de doenças crônicas que possuem quatro fatores de risco em comum: tabagismo, comportamento sedentário, alimentação não saudável e consumo excessivo de álcool. Além disso, também são considerados fatores de risco: idade maior do que 50 anos, caso de câncer de mama na família, primeira menstruação antes dos 12 anos, menopausa após os 55 anos, primeira gravidez após os 30 anos e não ter tido filhos.
Sinais de alerta
O Instituto Nacional do Câncer (INCA) lista alguns sintomas que são considerados sinais de alerta. São eles: qualquer nódulo mamário em mulheres com mais de 50 anos; nódulo mamário em mulheres com mais de 30 anos, que persiste por mais de um ciclo menstrual; nódulo mamário de consistência endurecida e fixo ou que vem aumentando de tamanho em mulheres adultas de qualquer idade; presença de ínguas ou caroços na axila; alterações no formato do mamilo e retração na pele da mama; ferida ou irritação na pele do bico do seio que parece uma alergia ou micose, mas que não melhora com pomadas comuns; e caroço que pode ser sentido em homens com mais de 50 anos.
Caso identifique qualquer um deles, procure atendimento médico. Em Blumenau, o atendimento inicial é feito pelas unidades de saúde básica, que pode ser uma Unidade de Saúde da Família (ESF) ou um Ambulatório Geral (AG). Lá é feito o encaminhamento para um especialista, que pode ser um mastologista ou ginecologista.
Exames preventivos
O exame mais simples e que deve ser realizado todos os meses é o toque. Todas as mulheres, independentemente da idade, devem conhecer seu corpo. Olhe, palpe e sinta suas mamas no dia a dia para reconhecer suas variações naturais e identificar as alterações suspeitas. A melhor época para fazer o autoexame é na semana seguinte ao fim da menstruação, quando os seios estão menos inchados.
Já o ultrassom é um exame de imagem que usa ondas sonoras para mostrar o interior do tecido mamário. Ele pode identificar alterações mamárias, além de nódulos, cistos e espessamento do tecido mamário, entre outras condições. Ele é recomendado para mulheres jovens que notem alguma alteração palpável nas mamas ou que possuem histórico familiar de câncer de mama.
A mamografia (raio-X da mama) é um exame que consegue identificar o câncer bem no início, no momento em que existe uma grande chance de cura. De acordo com o Sistema Único de Saúde (SUS), é recomendada para mulheres entre 50 e 74 anos, a cada dois anos. Desde 2025, mulheres de 40 a 49 anos também podem realizar mamografia no SUS mesmo sem sinais ou sintomas da doença, mediante decisão conjunta entre médico e paciente.
No mês passado, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) atualizou as regras para a realização da mamografia, ampliando a cobertura do exame para todas as pessoas que necessitem do exame, independentemente da faixa etária, desde que haja recomendação médica. O exame já fazia parte da cobertura obrigatória para mulheres com idade entre 40 e 69 anos.
Já a biópsia é solicitada pelo médico geralmente quando exames de imagem (como mamografia ou ultrassom) mostram achados classificados como suspeitos. É um exame que retira um pequeno pedaço de tecido ou células de uma área suspeita na mama para análise laboratorial. O objetivo é identificar se um nódulo, alteração ou microcalcificação é benigno (não canceroso) ou maligno (canceroso).
Tratamentos
O tratamento do câncer de mama pode envolver diferentes abordagens, que variam conforme o tipo de tumor, o tamanho dele, a localização e as características de cada paciente. As opções incluem tratamento cirúrgico, radioterapia, quimioterapia e terapia hormonal. Em caso de cirurgia para retirada total da mama, a paciente tem direito à reconstrução mamária, que poderá ser realizada no mesmo ato cirúrgico.
Vale lembrar que, quando o câncer de mama é diagnosticado e tratado precocemente, as chances de cura são elevadas. De acordo com o INCA, as chances de cura chegam a 95% em tumores com menos de 1 centímetro; e de 90% para tumores menores que 2 centímetros.
Confira abaixo os cartazes da campanha, que também estão expostos no terceiro andar das escadarias do Bloco B:
Daiana Martini/Divisão de Comunicação UFSC Blumenau, com informações do Ministério da Saúde


















