UFSC Blumenau participa de campanha sobre prevenção do câncer de mama

02/10/2026 14:08

Durante todo o mês, o Campus Blumenau da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) participa do Outubro Rosa. Realizada anualmente em todo o mundo, a campanha tem como objetivo conscientizar a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. Além disso, a campanha também busca orientar sobre fatores de risco, sinais de alerta e tratamentos disponíveis na rede pública de saúde.

De acordo com o Ministério da Saúde, o câncer de mama é a multiplicação desordenada de células anormais nas mamas, resultando em um tumor maligno que pode invadir outros tecidos e órgãos. É o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo, embora também possa afetar homens. O risco de desenvolver câncer de mama ao longo da vida é de 1 para cada 10 mulheres, e de 1 para cada 833 homens.

A doença pode se manifestar de diversas formas e é caracterizada por sinais como o aparecimento de nódulos, alterações na pele da mama (como a aparência de "casca de laranja") e secreções no mamilo. Há vários tipos de câncer de mama. Alguns deles se desenvolvem rapidamente e outros progridem de forma lenta. A maioria dos casos tem boa resposta ao tratamento, principalmente quando diagnosticado e tratado no início.

O câncer de mama, assim como outros cânceres, faz parte do grupo de doenças crônicas que possuem quatro fatores de risco em comum: tabagismo, comportamento sedentário, alimentação não saudável e consumo excessivo de álcool. Além disso, também são considerados fatores de risco: idade maior do que 50 anos, caso de câncer de mama na família, primeira menstruação antes dos 12 anos, menopausa após os 55 anos, primeira gravidez após os 30 anos e não ter tido filhos.

Sinais de alerta

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) lista alguns sintomas que são considerados sinais de alerta. São eles: qualquer nódulo mamário em mulheres com mais de 50 anos; nódulo mamário em mulheres com mais de 30 anos, que persiste por mais de um ciclo menstrual; nódulo mamário de consistência endurecida e fixo ou que vem aumentando de tamanho em mulheres adultas de qualquer idade; presença de ínguas ou caroços na axila; alterações no formato do mamilo e retração na pele da mama; ferida ou irritação na pele do bico do seio que parece uma alergia ou micose, mas que não melhora com pomadas comuns; e caroço que pode ser sentido em homens com mais de 50 anos.

Caso identifique qualquer um deles, procure atendimento médico. Em Blumenau, o atendimento inicial é feito pelas unidades de saúde básica, que pode ser uma Unidade de Saúde da Família (ESF) ou um Ambulatório Geral (AG). Lá é feito o encaminhamento para um especialista, que pode ser um mastologista ou ginecologista.

Exames preventivos

O exame mais simples e que deve ser realizado todos os meses é o toque. Todas as mulheres, independentemente da idade, devem conhecer seu corpo. Olhe, palpe e sinta suas mamas no dia a dia para reconhecer suas variações naturais e identificar as alterações suspeitas. A melhor época para fazer o autoexame é na semana seguinte ao fim da menstruação, quando os seios estão menos inchados.

Já o ultrassom é um exame de imagem que usa ondas sonoras para mostrar o interior do tecido mamário. Ele pode identificar alterações mamárias, além de nódulos, cistos e espessamento do tecido mamário, entre outras condições. Ele é recomendado para mulheres jovens que notem alguma alteração palpável nas mamas ou que possuem histórico familiar de câncer de mama.

A mamografia (raio-X da mama) é um exame que consegue identificar o câncer bem no início, no momento em que existe uma grande chance de cura. De acordo com o Sistema Único de Saúde (SUS), é recomendada para mulheres entre 50 e 74 anos, a cada dois anos. Desde 2025, mulheres de 40 a 49 anos também podem realizar mamografia no SUS mesmo sem sinais ou sintomas da doença, mediante decisão conjunta entre médico e paciente.

No mês passado, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) atualizou as regras para a realização da mamografia, ampliando a cobertura do exame para todas as pessoas que necessitem do exame, independentemente da faixa etária, desde que haja recomendação médica. O exame já fazia parte da cobertura obrigatória para mulheres com idade entre 40 e 69 anos.

Já a biópsia é solicitada pelo médico geralmente quando exames de imagem (como mamografia ou ultrassom) mostram achados classificados como suspeitos. É um exame que retira um pequeno pedaço de tecido ou células de uma área suspeita na mama para análise laboratorial. O objetivo é identificar se um nódulo, alteração ou microcalcificação é benigno (não canceroso) ou maligno (canceroso).

Tratamentos

O tratamento do câncer de mama pode envolver diferentes abordagens, que variam conforme o tipo de tumor, o tamanho dele, a localização e as características de cada paciente. As opções incluem tratamento cirúrgico, radioterapia, quimioterapia e terapia hormonal. Em caso de cirurgia para retirada total da mama, a paciente tem direito à reconstrução mamária, que poderá ser realizada no mesmo ato cirúrgico.

Vale lembrar que, quando o câncer de mama é diagnosticado e tratado precocemente, as chances de cura são elevadas. De acordo com o INCA, as chances de cura chegam a 95% em tumores com menos de 1 centímetro; e de 90% para tumores menores que 2 centímetros.

Confira abaixo os cartazes da campanha, que também estão expostos no terceiro andar das escadarias do Bloco B:

Daiana Martini/Divisão de Comunicação UFSC Blumenau, com informações do Ministério da Saúde

Tags: campanhacâncer de mamaOutubro Rosaprevenção

Alunas produzem almofadas para a Rede Feminina de Combate ao Câncer

07/01/2026 10:29

As alunas do curso de Engenharia Têxtil da UFSC Blumenau Ana Beatriz Boos dos Santos, Emanuelly Marques, Giulia Alfe, Julia da Costa de Souza, Larissa Oliveira Santos e Louise de Souza Barbosa produziram almofadas em formato de coração para mulheres mastectomizadas. Ao todo, elas confeccionaram 25 almofadas que foram doadas à Rede Feminina de Combate ao Câncer de Blumenau no dia 12 de dezembro.

Conhecidas como “Almofadas do Bem” ou "Almofadas de Coração”, os itens oferecem conforto, apoio e alívio pós-cirurgia, ajudando a reduzir dores, inchaço e atrito na axila, e auxiliando na recuperação física e emocional de mulheres que fizeram a retirada total ou parcial da mama. Em formato de coração, as almofadas são mais ergonômicas e desenvolvidas para se encaixarem melhor nas axilas.

As peças foram produzidas na disciplina CAD/CAM do Vestuário, a qual possui uma carga horária de extensão, ministrada pela professora Grazyella Cristina Oliveira de Aguiar. As almofadas foram confeccionadas no Laboratório de Desenvolvimento de Produtos Têxteis (LDPT) da UFSC Blumenau, utilizando resíduos têxteis doados por empresas da região e pelas alunas.

Serviço de Comunicação UFSC Blumenau

Tags: câncer de mamaEngenharia TêxtilExtensãorede feminina

Outubro Rosa: Departamento de Atenção à Saúde promove ações de conscientização

06/10/2022 09:34

Outubro chega e com ele é momento de uma pausa para refletir sobre a necessidade de prevenção do câncer de mama. A campanha, já tradicional em várias instituições e entidades da sociedade civil brasileira nesta época do ano, terá como tema, na UFSC, “A vida em pequenos gestos” e é promovida pelo Departamento de Atenção à Saúde (DAS) da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodegesp).

Entre as ações programadas estão a iluminação rosa na Reitoria da UFSC, localizada no campus Florianópolis, além de um convite aos (às) servidores (as) da instituição para que, no dia 19 de outubro, Dia Internacional do Combate ao Câncer de Mama, todos (as) venham à universidade trajando uma peça de roupa de cor rosa. Também serão realizadas ações de mídia nas redes sociais da UFSC, com a inserção de vídeos e cards informativos sobre o tema (faça o download para a sua rede aqui).

O diretor do DAS/Prodegesp, Douglas Kovaleski, e a Coordenadora de Promoção e Vigilância em Saúde, Nicolle Ruzza, reafirmam a importância de as mulheres voltarem a atenção para a saúde nessa fase pós pandêmica. “Para a prevenção, é essencial a adoção de medidas que possam contribuir para um menor risco da doença, como a prática de atividades físicas, a adoção de alimentação saudável, a redução no consumo de bebidas alcoólicas e evitar o tabagismo” complementam, uma vez que o câncer de mama não possui um fator de risco único, sendo sua incidência uma combinação de fatores genéticos, ambientais e comportamentais.

A UFSC e o Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU/UFSC) possuem ampla atuação na prevenção e combate ao câncer de mama, por meio de pesquisas, mutirões de exames, além da promoção de espaços e eventos artísticos e culturais que incentivam o engajamento da sociedade com a pauta.

Origem – o Outubro Rosa começou como uma iniciativa da Fundação Susan. G. Komen for The Cure, na década de 1990. O laço cor-de-rosa, principal símbolo da campanha, foi distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York (EUA). No Brasil, as primeiras ações surgiram no início dos anos 2000, com a iluminação em rosa do monumento do Obelisco do Ibirapuera, situado em São Paulo-SP. O Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) participa deste movimento desde 2010 divulgando e disponibilizando materiais informativos para profissionais de saúde e sociedade em geral.

Notícias da UFSC

Tags: campanhacâncer de mamaOutubro RosaProdegesp