Piape divulga programação de atividades para o mês de maio

17/04/2026 14:09

O Programa Institucional de Apoio Pedagógico aos Estudantes (Piape) da UFSC Blumenau divulgou a programação de atividades para o mês de maio, que estão com inscrições abertas. A participação gera certificado, que pode ser utilizado como atividade extracurricular, desde que o participante atinja a frequência mínima de 75%.

Confira abaixo a programação e inscreva-se:

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Minicurso II (Escrita Acadêmica: autoria, criatividade e ética)
Ementa: A escrita acadêmica no contexto da formação universitária, estratégias de leitura, reflexão e escrita de textos acadêmicos; fundamentos da escrita acadêmica e a importância da autoria e da ética na produção do conhecimento; escrita criativa e organização das ideias.
Período de inscrições: De 15/04/26 a 20/05/26
Dias: 21/05/2026 e 11/06/2026 das 12h30 às 13h30 na sala B101
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QUÍMICA

Oficina II (Notação Científica, Algarismos Significativos e Arredondamento)
Ementa: Entendimento sobre notação científica, algarismos significativos e arredondamento.
Período de inscrições: De 15/04/26 a 17/05/26
Dias: 18/05/2026 das 17h00 às 19h00 na sala B001
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Módulo II (Compreendendo Misturas e Determinando Composições Químicas)
Ementa: Determinação da composição química, misturas e soluções, reações de precipitação.
Período de inscrições: De 15/04/26 a 04/05/26
Período de realização: Turma 1: De 05/05/2026 a 26/05/2026 (Terça-feira, das 12h30 às 14h – Sala B112). Turma 2: De 07/05/2026 a 28/05/2026 (Quinta-feira, das 17h00 às 18h30 - Sala B112).
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Em caso de dúvidas, entre em contato pelo e-mail

Daiana Martini/Serviço de Comunicação UFSC Blumenau

Tags: apoio pedagógicoinscrições abertasorientação pedagógicaPiapeQuímica

Amir e Felipa vencem consulta informal para a Reitoria da UFSC

16/04/2026 07:15

A chapa Mudar para Transformar, encabeçada por Amir Antônio Martins de Oliveira Júnior (reitor) e Felipa Rafaela Amadigi (vice-reitora), foi a vencedora da consulta informal para o comando da UFSC de 2026 a 2030. Segundo o resultado preliminar do segundo turno, divulgado na noite desta quarta-feira, 15 de abril, pela Comissão Eleitoral Representativa das Entidades da Universidade Federal de Santa Catarina (ComeleUFSC),  a chapa 41, composta por Amir e Felipa conquistou 55,40% dos votos ponderados, enquanto a candidatura da chapa 52, UFSC Unida, de Irineu Souza e Rodrigo Moretti-Pires, chegou a 44,60%.

O segundo turno ocorreu das 8 às 21 horas nos campi de Araranguá, Blumenau, Curitibanos, Florianópolis e Joinville e seu resultado é preliminar – há prazo de 24 horas para interposição de recursos. A apuração ocorreu no Auditório da Reitoria da UFSC, no campus de Florianópolis e teve transmissão pela TV Sintufsc. No primeiro turno, a chapa 41 teve 38,27%, contra 31,90% da chapa 52 e 29,83% da chapa 63, Conhecer é Transformar, liderada por João Luiz Martins e Luana Heinen.

Resultado preliminar do segundo turno

Chapa 41 – Mudar para Transformar 52 – UFSC Unida Brancos Nulos
Docentes 1.254 512 14 35
TAEs 555 1.319 17 26
Estudantes 6.405 3.362 103 90
Total de votos 8.214 5.193 134 151
Percentual ponderado* 55,40% 44,60% Não se aplica Não se aplica

Saiba mais

Amir Antônio Martins de Oliveira Júnior, é professor titular do Departamento de Engenharia Mecânica e vice-diretor do CTC. Natural de Florianópolis, tem 58 anos. É graduado (1984) e mestre em Engenharia Mecânica (1993) e doutor em Engenharia Mecânica e Mecânica Aplicada (University Of Michigan Ann Arbor -1998).  Desde 2000 é docente efetivo. É presidente do Conselho de Curadores da Fundação CERTI e membro do Conselho Consultivo da FUNDEP. Membro do Comitê Executivo de Combustão da ABCM. Foi chefe e sub-chefe do departamento de Engenharia Mecânica e  diretor acadêmico do Campus de Araranguá. Também atuou como Conselheiro da Fundação CERTI, da Fundação Stemmer-FEESC e da Celesc, além dos Comitês de Auditoria Estatutária, de Ética e de Elegibilidade na empresa. Membro e Coordenador do Comitê Científico da Rede Nacional de Combustão e Presidente do Conselho da Associação Brasileira de Ciências Mecânicas da Associação Brasileira de Ciências Mecânicas.

Felipa Rafaela Amadigi é professora adjunta do departamento de Enfermagem do CCS. Paranaense de Loanda, tem 46 anos e é graduada em Enfermagem (2003), mestre em Saúde Pública (2005) e doutora em Enfermagem (2011) pela UFSC. Desde 2015 é docente efetiva. Foi vice-presidente e presidente do Conselho de Enfermagem de Santa Catarina, e coordenadora do curso de graduação em Enfermagem da UFSC. Tem experiência na área de Saúde Coletiva, com ênfase em Gestão em Saúde, processo de trabalho, tecnologias em saúde e saúde digital. Atua junto aos programas de pós-graduação em Saúde Coletiva e Profissional em Gestão do Cuidado de Enfermagem da UFSC. Líder do Laboratório Interdisciplinar em Tecnologias Educacionais em Saúde. Pesquisadora do Grupo de Pesquisa em Saúde Digital da UFSC, do Núcleo de Extensão em Avaliação e Planejamento em Saúde e do Laboratório de Pesquisa sobre Trabalho, Ética, Saúde e Enfermagem. Coordenou, durante a Pandemia, a Campanha de imunização contra a COVID-19 em Florianópolis.

Processo eleitoral

A consulta informal precede a eleição da lista tríplice para reitor pelo Conselho Universitário (CUn). Pelo cronograma da consulta informal elaborado pela Comeleufsc, o resultado da consulta informal à comunidade universitária deverá ser enviado ao Conselho Universitário (CUn) até o dia 17 de abril. A partir daí, a formação das listas tríplices a serem enviadas ao governo federal segue um rito próprio, regulamentado pela Resolução Normativa Nº 222/2026/CUn, de 17 de março de 2026.

O processo será conduzido pela Comissão Especial criada pelo CUn. A comissão vai organizar os procedimentos de inscrição de nomes de candidatos e avaliar eventuais pedidos de impugnação. Casos omissos serão resolvidos pelo Conselho Universitário.

De acordo com a RN 222/2026/CUn, o edital de abertura de inscrição dos candidatos será publicado no endereço eletrônico ufsc.br e no mural da Secretaria dos Conselhos até o dia 19 de abril de 2026. Poderão inscrever-se como candidatos às listas tríplices professores que se enquadrem em uma das seguintes condições:

I – ser docente integrante da Carreira do Magistério Superior, ocupante do cargo de professora/professor titular ou professora/professor associada/associado; ou

II – ser portadora/portador do título de doutora/doutor, neste caso independentemente do nível ou classe do cargo ocupado.

A inscrição será efetuada no dia 22 de abril de 2026, mediante requerimento à Comissão Especial. Após um prazo para impugnações, a homologação final das candidaturas deve ocorrer até as 18 horas do dia 28 de abril.

A sessão especial do Conselho Universitário para formação das listas tríplices será realizada no dia 29 de abril de 2026, às 14 horas. Apenas conselheiros votam, em escrutínio secreto com uso de cédulas de votação. A votação é única, isto é, cada conselheiro escolhe apenas um nome para cada cargo (de reitor e de vice-reitor(a).

As listas serão compostas pelos três primeiros nomes mais votados para cada cargo. O envio das listas tríplices para o Ministério da Educação (MEC) está programado para o dia 1º de maio de 2026, para que o presidente da República nomeie o novo reitor. O reitor Irineu foi nomeado em 4 de julho de 2022 para um mandato de quatro anos.

O processo de consulta informal à comunidade universitária da UFSC é no modelo paritário desde 1983, ou seja, os votos válidos são ponderados na proporção de um terço para os docentes, um terço para os técnicos administrativos e um terço para os estudantes.

Esta foi a última consulta informal: a Lei 15.367/2026, sancionada em março, põe fim ao modelo da lista tríplice e estabelece que o presidente da República deverá nomear para reitoria da universidade o candidato mais votado na consulta realizada pela comunidade acadêmica. Outra alteração na indicação de reitores determinada pela lei é o fim da regra que estabelecia peso de 70% para o voto docente na escolha das reitorias nas universidades federais.

Notícias da UFSC

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Abril Indígena da UFSC terá atividades no Campus Blumenau

07/04/2026 09:28

Estudantes e lideranças indígenas, pesquisadores, docentes, servidores técnicos-administrativos e membros da comunidade externa poderão participar de diversos eventos da programação do Abril Indígena da UFSC. O evento é organizado pela Coordenadoria de Relações Étnico-Raciais (Coema) da Pró-reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe).

No Campus Blumenau, a exposição “Memórias da Terra: Povos Indígenas no Vale do Itajaí” reúne fotografias e cestarias produzidas por indígenas Laklãnõ/Xokleng e Guarani, abordando saberes ancestrais relacionados à alimentação, às ervas medicinais, ao território e ao cotidiano na aldeia. As obras evidenciam a permanência de práticas culturais e formas de resistência dos povos indígenas da região. A exposição está instalada no Bloco B, nos painéis das escadarias e na Biblioteca Setorial.

Além da exposição, será realizada a roda de conversa “Povos Originários no Vale do Itajaí: história e atualidade”, com a participação de professora indígena Laklãnõ/Xokleng MARIA ELIS TOLYM NUNC-NFÔONRO, pesquisadora da cultura indígena, que trará reflexões sobre a história e a atualidade dos povos originários no Vale do Itajaí. O evento, que será realizado no dia 29 de abril, às 19h, na Sala B107, é aberto à comunidade e contará com certificação para participantes inscritos. Para fazer sua inscrição prévia, clique aqui.

De acordo com a Coema, o evento busca promover a valorização da diversidade étnico-racial, dar visibilidade às realidades e demandas dos povos indígenas e fortalecer o diálogo entre universidade, comunidades indígenas e sociedade. Também se configura como um espaço de reflexão crítica sobre as desigualdades históricas que marcam a relação do Estado brasileiro com os povos originários.

Atualmente, a Universidade Federal de Santa Catarina conta com 225 estudantes indígenas, pertencentes a diferentes povos, entre eles Kaingang, Xokleng, Guarani, Baniwa, Kambeba, entre outros, expressando a pluralidade de territórios, saberes e identidades presentes na instituição.

“O Abril Indígena reafirma o compromisso da UFSC com a promoção da justiça social, da equidade e do reconhecimento da diversidade sociocultural. A iniciativa contribui para o fortalecimento da presença indígena na universidade e para a construção de um ambiente acadêmico mais inclusivo e plural. Além disso, promove o debate público sobre questões fundamentais para os povos originários, ampliando a conscientização da sociedade sobre direitos, desigualdades históricas e a importância do respeito à diversidade cultural”, afirma Juliane Pasqualeto, assistente social da Coema.

Daiana Martini/Serviço de Comunicação UFSC Blumenau, com informações do Notícias UFSC

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UFSC Blumenau realiza campanha no mês de conscientização sobre o autismo

06/04/2026 07:10

A UFSC Blumenau realiza, durante o mês de abril, uma campanha de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Conhecido como Abril Azul, o mês concentra ações com o objetivo de conscientizar a comunidade acadêmica sobre o tema e dar visibilidade sobre direitos, diagnóstico e tratamentos, além de buscar uma sociedade mais consciente, menos preconceituosa e mais inclusiva.

O Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, comemorado em 2 de abril, foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2007 para promover conhecimento sobre o autismo, reduzir a discriminação e incentivar a inclusão social. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 70 milhões de pessoas são autistas no mundo.

O TEA é um transtorno caracterizado pela alteração das funções do neurodesenvolvimento, que podem englobar alterações da comunicação, seja na linguagem verbal ou não verbal, da interação social e do comportamento. É comum a pessoa autista apresentar ações repetitivas, hiperfoco para objetos específicos e restrição de interesses. Dentro do espectro, são identificados graus que podem ser leves e com total independência, apresentando discretas dificuldades de adaptação, até níveis de total dependência para atividades cotidianas ao longo de toda a vida.

Direitos

Após o reconhecimento da ONU sobre o tema, diversas leis foram criadas em todo o mundo para assegurar o acesso à educação, à saúde e à convivência social das pessoas com TEA. No Brasil, desde 2012, pessoas com o transtorno são legalmente consideradas pessoas com deficiência, garantindo uma série de direitos (Lei nº 12.764/2012). Alguns deles são:

  • Redução da jornada de trabalho dos pais ou responsáveis, sem prejuízo salarial, quando comprovada a necessidade de assistência à pessoa com TEA;
  • Inclusão escolar;
  • Atendimento prioritário em serviços públicos e privados;
  • Acesso ao mercado de trabalho, com políticas de inclusão e cotas em concursos e empresas;
  • Isenção de impostos na aquisição de veículos;
  • Vagas preferenciais em estacionamentos;
  • Transporte gratuito e/ou facilitado;
  • Direito ao Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS), quando atendidos os critérios de renda;
  • Isenção de Imposto de Renda nos casos previstos em lei.

Importância do diagnóstico

O diagnóstico médico é o primeiro passo para que as pessoas com TEA acessem seus direitos. Além disso, a confirmação precoce do diagnóstico pode fazer toda a diferença na vida da pessoa e de seus familiares, evitando interpretações errôneas sobre o comportamento da criança.

Assim que confirmado o diagnóstico, é possível iniciar intervenções terapêuticas que aproveitam a neuroplasticidade cerebral nos primeiros anos de vida, melhorando significativamente a comunicação, interação social e autonomia da criança. Isso significa que ela poderá aprender a lidar melhor com desafios do dia a dia, desenvolver habilidades importantes e ter mais qualidade de vida.

Apesar da importância do diagnóstico precoce, muitas vezes ele só é definido na vida adulta. O diagnóstico é feito por um profissional de saúde, geralmente psiquiatra ou neurologista, por meio de avaliação clínica, histórico de vida e análise de padrões comportamentais. O reconhecimento do transtorno pode trazer mais compreensão, acolhimento e qualidade de vida.

Tratamentos

Não existe um tratamento único e definitivo para o TEA, cada plano terapêutico deve considerar as características individuais da pessoa, cenário familiar e social, além de suas preferências e interesses. As intervenções podem incluir acompanhamento com fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos, médicos e educadores especializados, dependendo do que for mais adequado para cada caso.

É importante lembrar que o autismo não é uma doença, portanto não se trata de buscar uma cura, mas sim de oferecer tratamentos que favoreçam o desenvolvimento, a autonomia e a qualidade de vida da pessoa com TEA. O foco deve estar no respeito às particularidades, na garantia de direitos e na promoção da inclusão.

Cordão de identificação

Em 2023, foi criada a Lei 14.624, para facilitar a identificação em todo território nacional de pessoas com deficiências invisíveis – como autismo, surdez, deficiências cognitivas e limitações intelectuais. Ela oficializa o cordão de fita com desenhos de girassóis como símbolo nacional de identificação de pessoas com deficiências ocultas.

Já o cordão de quebra cabeças com fundo azul identifica especificamente pessoas com autismo. Ambos os cordões têm como finalidade a identificação rápida em locais públicos, garantindo suporte, atendimento prioritário e evitando constrangimentos. Porém, o uso do cordão é opcional; a falta dele não é impeditivo para que as pessoas com TEA tenham acesso aos seus direitos.

TEA na UFSC Blumenau

Na UFSC Blumenau, o Núcleo Pedagógico (NuPe) é o setor responsável pelo acolhimento e acompanhamento dos estudantes com TEA. De acordo com o NuPe, atualmente o setor acompanha 15 estudantes, incluindo de graduação e de pós-graduação, com diagnóstico de autismo. Entretanto, pode haver mais estudantes que ainda não obtiveram o diagnóstico formal ou ainda não solicitaram acompanhamento.

Segundo o NuPe, estudantes com TEA apresentam diferentes condições e formas de aprender, que demandam um conjunto articulado de apoios e orientações que considerem suas especificidades cognitivas, comunicacionais, sensoriais e socioemocionais. Nessa perspectiva, do ponto de vista didático-pedagógico, é fundamental a adoção de estratégias que favoreçam a previsibilidade e a organização do processo de aprendizagem, bem como a disponibilização prévia de planos de ensino, cronogramas detalhados e instruções claras sobre atividades e avaliações.

O NuPe ressalta ainda a necessidade do uso de múltiplos recursos didáticos (visuais, escritos e audiovisuais) para ampliar as possibilidades de compreensão e engajamento. No âmbito da comunicação, é necessário adotar uma linguagem objetiva, evitando ambiguidades e metáforas excessivas que possam dificultar a interpretação. Estudantes com TEA podem enfrentar desafios na interação social e na adaptação ao ambiente universitário e, por esse motivo, precisam também de acompanhamento a partir da Psicologia Educacional e da Orientação Pedagógica (Piape), também oferecidos pelo NuPe.

Como buscar ajuda

O primeiro passo recomendado é entrar em contato com o NuPe e realizar o agendamento de um atendimento na seção Acessibilidade Educacional. Para isso, o estudante deve preencher o formulário e selecionar a modalidade "Acessibilidade". Após o recebimento da solicitação, a equipe do NuPe agenda um atendimento inicial de acolhimento e escuta ativa, momento em que o estudante terá a oportunidade de relatar suas experiências, dificuldades, formas de aprendizagem e necessidades específicas. Essa escuta é fundamental para que a equipe compreenda o estudante em sua singularidade e, a partir disso, possa propor as adaptações e os encaminhamentos pedagógicos pertinentes.

Para melhor compreensão do fluxo e do funcionamento do acompanhamento, o NuPe criou o Documento Orientador em Acessibilidade. O núcleo também oferece suporte aos docentes, auxiliando na compreensão das necessidades específicas dos estudantes e na realização de adaptações pedagógicas, contribuindo para um processo de inclusão mais efetivo no contexto universitário.

Daiana Martini/Serviço de Comunicação UFSC Blumenau, com informações do Ministério da Saúde

Tags: Abril AzulconscientizaçãoinclusãoTEATranstorno do Espectro Autista

Restaurante Universitário volta a funcionar para almoço e jantar de segunda a sexta

31/03/2026 10:29

Depois de três meses com o serviço suspenso, o Restaurante Universitário (RU) do Campus Blumenau da UFSC voltou a funcionar nesta segunda-feira, 30 de março. O retorno do serviço foi possível devido um termo aditivo ao contrato de fornecimento de refeições já vigente no Centro de Ciências Agrárias (CCA), em Florianópolis.

Só no primeiro dia, foram servidas 459 refeições, somadas no almoço e no jantar. Para marcar o início das atividades, a empresa prestadora do serviço ofereceu música ao vivo e refrigerante de forma gratuita para os usuários do restaurante. Além das refeições, a empresa também irá ofertar a venda de outros produtos, como bebidas, salgados e sanduíches naturais.

O novo contrato prevê o fornecimento de duas refeições diárias de segunda a sexta-feira, exceto nos feriados e pontos facultativos. O horário de funcionamento é das 11h às 13h30 para almoço e das 17h às 19h para jantar. O custo de cada refeição é de R$ 1,50 para estudantes e de R$ 2,90 para servidores. O cardápio é atualizado semanalmente no site do RU.

Para utilizar o serviço, é obrigatória a apresentação do cartão de identificação com saldo. A recarga do cartão deve ser feita via Pix. Os estudantes isentos não precisam colocar créditos, mas precisam apresentar o cartão em todas as refeições.

Quem ainda não possui o cartão, basta comparecer à recepção da Secretaria Acadêmica (Sala B003) com um documento oficial com foto. O documento fica pronto na hora e já é possível colocar créditos. Para acessar o passo a passo da recarga do cartão, clique aqui.

Estudantes e servidores que entraram na UFSC durante o ano de 2025 e receberam o cartão de identificação em branco, também devem procurar a recepção da Secretaria Acadêmica (Sala B003) para fazer a impressão dos dados cadastrais no documento.

É importante ressaltar que o termo aditivo é uma medida de caráter provisório, destinando-se exclusivamente a assegurar o atendimento imediato da comunidade acadêmica até a conclusão do processo licitatório em andamento. Na nova contratação, prevista para o segundo semestre de 2026, haverá o fornecimento de refeições também aos finais de semana e feriados, além de café da manhã para os estudantes isentos.

Daiana Martini/Serviço de Comunicação UFSC Blumenau

Tags: inauguraçãopermanênciaPRAErestaurante universitárioRU

Formatura do semestre 2025.2 reúne 59 formandos no Teatro Michelangelo

23/03/2026 12:03

O Campus Blumenau da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realizou no último sábado, 21 de março, a formatura dos cursos de graduação do semestre 2025.2. A solenidade de colação de grau aconteceu no Teatro Michelangelo, que fica na sede do campus. Ao todo, 59 formandos participaram do evento, que reuniu cerca de 900 pessoas, entre familiares, amigos e integrantes da comunidade acadêmica.

Estiveram presentes a pró-reitora de Permanência e Assuntos Estudantis da UFSC, Simone Sobral Sampaio, representando o reitor; o diretor em exercício do Campus Blumenau, Rafael dos Reis Abreu; além dos coordenadores de todos os cursos de graduação do campus e chefes de departamento.

Em seu discurso, a pró-reitora parabenizou os formandos e falou sobre a importância das colações de grau e da universidade pública. “Aprender é como um rio, que não deixa de ser um rio quando conflui com outro. Ele continua em sua essência. Essa é a grandeza da confluência aprender-ensinar-aprender. Quando você compartilha o saber, ele só cresce. Que a profissão escolhida por cada um de vocês seja constituinte de novas confluências, de um ciclo que fortaleça a realização pessoal, o crescimento profissional e a construção de uma sociedade justa e igualitária que caibam sonhos e alegrias”, disse Simone.

O diretor em exercício também ressaltou a importância desse momento, que é a concretização de anos de estudo, dedicação e superação. Também falou sobre o esforço coletivo necessário para o funcionamento de uma universidade, em especial o trabalho diário de seus servidores docentes e técnicos-administrativos. “Que vocês levem consigo não apenas o conhecimento adquirido, mas também a curiosidade de continuar aprendendo, a coragem de enfrentar novos desafios e a sensibilidade para compreender o impacto que suas escolhas podem ter na vida das pessoas e na sociedade. Que este momento fique marcado para sempre na memória de todos nós, porque é exatamente aqui, nesta celebração, que a Universidade encontra o seu sentido mais profundo.”, disse Rafael.

Ana Paula Schneider foi uma das formandas do curso de Engenharia de Controle e Automação. Ela iniciou o curso no semestre 2021.1, quando as atividades presenciais estavam suspensas na UFSC devido à pandemia de Covid-19. Ana veio de Brochier, cidade gaúcha de apenas quatro mil habitantes. Na época, ela também passou no vestibular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, mas optou por Blumenau por considerar uma cidade mais segura para morar sozinha.

Durante a graduação, Ana fez de tudo: integrou o Centro Acadêmico do curso, a Integre Jr (empresa júnior dos cursos de Engenharia), fez iniciação científica e estágios. “Acho que tudo isso que fiz contribuiu para eu ser quem eu sou hoje. Devido a essa formação, eu consegui um trabalho muito bom”, disse ela, recém contratada pelo Centro de Engenharia e Tecnologia Embraer, em Florianópolis. Ana foi a formanda que recebeu o diploma de mérito estudantil do curso.

Arlindo Udé Ié é um dos novos licenciados em Matemática. Ele é o primeiro estudante internacional a concluir o curso na UFSC Blumenau. Natural de Guiné-Bissau, país da África Ocidental, ele veio estudar aqui no semestre 2022.1 pelo edital de transferência. Na época, ele já cursava Matemática na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), no Ceará, e conseguiu aproveitar as disciplinas do início do curso que fez por lá.

Ele conta que optou por transferir para a UFSC Blumenau pelo currículo do curso, que considera melhor. Apesar das dificuldades de saúde que enfrentou, Arlindo também aproveitou ao máximo a vida acadêmica que só a universidade federal oferece. “Fiz estágio, fui monitor, participei do Pibid e do Intervalo Cultural”, lista Arlindo, que também foi um dos fundadores do Coletivo Guingola, que reúne estudantes da UFSC Blumenau que vieram de Guiné-Bissau e Angola.

Para o futuro, Arlindo pretende fazer um mestrado em Matemática Aplicada voltada à computação científica. Ele até já foi aprovado em dois programas, mas decidiu adiar a pós-graduação para aprender programação primeiro. Ele acaba de ser aprovado para o Programa Entra 21 e vai fazer o curso de Python para IA. “Quando terminar esse curso vou fazer o mestrado. Depois ainda vou decidir se faço um doutorado também ou se volto para meu país para ver minha família”, finaliza.

A formatura do semestre 2026.1 já tem data definida: será no dia 29 de agosto, no Teatro Michelangelo.

Confira abaixo mais fotos da formatura:

Daiana Martini/Serviço de Comunicação UFSC Blumenau

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