Comissão Eleitoral informa modificação na data da consulta pública para escolha da Direção do Centro

19/10/2020 15:53

A Comissão Eleitoral responsável pela realização da consulta pública para escolha de Diretor e Vice-diretor do Centro Tecnológico, de Ciências Exatas e Educação (CTE) do Campus Blumenau, tornou público, nesta segunda-feira (19/10), aditivo aditivo ao edital N° 003/2020/BNU, que altera a data da votação pelo sistema do e-Democracia.

Devido a indisponibilidade na agenda do sistema de votação online, a consulta será realizada no dia 29 de outubro, das 9h às 17h.

Todas as informações referentes a consulta podem ser acessadas na página eleicoes.blumenau.ufsc.br

(Fonte: Comissão Eleitoral)

Tags: consultaCTEeleiçãoUFSC Blumenau

Sepex em Casa começa nesta quinta-feira, 22 de outubro

19/10/2020 15:40

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) sedia, de 22 e 24 de outubro, a 18ª Semana de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação (Sepex) desta vez em formato 100% on-line. A Sepex em Casa traz o tema da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2019 (SNCT) “Bioeconomia: diversidade e riqueza para o desenvolvimento sustentável”.

A programação diversificada inclui três eixos principais – Ciência e Tecnologia, Bioeconomia e Conheça a UFSC – em palestras ao vivo e gravadas, debates, tours nos laboratórios de pesquisa da UFSC, Mostra de Ciências Virtual, Diálogos sobre o Vestibular, apresentação de cursos de Pós-Graduação da UFSC, além de minicursos e oficinas.

>> Acesse a programação completa da Sepex em Casa

A proposta, além de trazer ao público um pouco do que é produzido no ensino, pesquisa, extensão e inovação da UFSC, é despertar o interesse pela ciência em pessoas de todas as idades. Um site especial foi lançado, com a programação completa e informações sobre como participar das atividades. Todo o material do evento ficará disponível para consulta no site especial e no canal da UFSC no YouTube, onde a maioria dos eventos serão transmitidos.

Haverá, também, conteúdo especializado oferecido pelas comunidades dos campi da UFSC em Araranguá, Blumenau, Curitibanos e Joinville, em seus sites institucionais.

Abertura

A cerimônia de abertura do evento será realizada às 10h desta quinta-feira, 22 de outubro, e terá uma apresentação com músicos da Camerata Florianópolis e a presença do reitor Ubaldo Cesar Balthazar. Em seguida, ocorrerá a conferência de Abertura, com a palestra ao vivo “A Amazônia próxima a um ponto de não retorno. Necessidade de uma nova bioeconomia de floresta em pé”, com Carlos A. Nobre.

O pesquisador é colaborador do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo e aposentado do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Nobre dedicou a maior parte de sua carreira à Amazônia, e liderou a implementação do CPTEC-INPE, além de ter criado o de Centro de Ciência do Sistema Terrestre do INPE e o Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais. Exerceu o cargo de Secretário Nacional de Políticas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCTI e foi presidente da CAPES. Participou, ainda, de várias atividades dos painéis do IPCC.

Palestras e mesas-redondas

A palestra “Ciência – O bom, o mau e o feio”, com Luiz Gustavo Almeida, coordenador de Mídias do Instituto Questão de Ciência, será realizada na quinta-feira (22), às 17h. Ele é diretor no Brasil do festival internacional de divulgação científica “Pint of Science – Um Brinde à Ciência”. Luiz Gustavo fala sobre artigos científicos, pré-prints, má ciência, e interpretação errada de dados, e questiona: como podemos fazer ciência de boa qualidade mesmo em tempos de pandemia?

Os temas de Gênero e Raça também serão abordados com o viés científico em atividades do segundo dia da Sepex como na discussão “O antirracismo e o anticolonialismo na ciência”, com as pesquisadoras Karine de Souza Silva e Geni Daniela Núñez Longhini (sexta, 23, às 9h30, ao vivo), e no lançamento do livro Teoria Feminista e Produção de Conhecimento Situado: Ciências Humanas, Biológicas, Exatas e Engenharias, com Martha Patricia Castañeda Salgado (Universidad Nacional Autónoma de México), Mariana Brasil Ramos (CED/UFSC) e Miriam Grossi (CFH/UFSC), (sexta, 23, às 9h30, gravada). O lançamento do livro integra o Programa Institucional de Internacionalização (PRINT).

O tema “Publicações científicas e plágio” será discutido na sexta, 23, às 16h (ao vivo) em palestra do professor Cid A. de Moraes Santos (UFPR), editor do Brazilian Journal of Pharmacognosy. Cid é vice-presidente da Sociedade Brasileira de Farmacognosia (ramo das ciência farmacêuticas que estuda os princípios ativos).

A mesa-redonda Amazônia & Sustentabilidade integra o eixo Bioeconomia e irá debater na sexta, 23, às 11h (ao vivo), política pública agroambiental e queimadas agropecuárias na Amazônia sob uma análise econômica, além de estratégias sustentáveis de recuperação pós-pandemia como impulso para a sustentabilidade. Thiago Morello Ramalho da Silva (UFABC) e Camila Gramkow (CEPAL) são os convidados do evento com a moderação do professor Guilherme Almeida (CSE/UFSC).

Também na sexta-feira, 23, às 17h30 (ao vivo), os objetivos de desenvolvimento sustentável serão tratados na mesa-redonda “Economia circular e a agenda 2030 das Nações Unidas – Os desafios da mensuração na Economia Circular”. O debate terá participação de Lucila Maria de Sousa Campos (CTC/UFSC), Acioli de Olivo (INPE), José Eli da Veiga (FEA/USP) e Hans Michael van Bellen (EGC/UFSC), com moderação de Cristiane Derani (CCJ/UFSC).

Para finalizar os eventos ao vivo de sexta-feira, uma mesa-redonda às 19h30 irá analisar a poluição por lixo nos mares e praias de Florianópolis, do cenário atual às perspectivas futuras. Participam do encontro Camila Kneubl Andreussi, Lisiane Eble Heinzen de Liz, Juliana Leonel, Daniela Gadens Zanetti, Kalina Manabe Brauko e Alessandra Fonseca.

Combate à Covid-19

A Sepex em Casa trará, na quinta e sexta-feira (sempre às 14h), palestras curtas com cientistas da UFSC sobre as suas ações na pesquisa e no combate à Covid-19. Os pesquisadores falarão a respeito do cuidado de Enfermagem e relação entre Covid-19 e Diabetes, por exemplo; desafios com atendimento durante as doações de sangue; fadiga pós-viral; impactos sociais da Covid-19 no Brasil, entre outros.

Sustentabilidade e Economia

Temas centrais desta edição da Sepex em Casa, a sustentabilidade e economia estarão presentes em diversas Mostras Virtuais que integram a programação do evento. O Minidocumentário “A permacultura produzindo alimentos com a floresta atlântica”, do Núcleo de Permacultura da UFSC (NePerma) será exibido na quinta, 22, às 18h e na sexta, 23, às 19h.

A rodada de vídeos Bioeconomia nos Biomas Brasileiros traz, na quinta-feira e na sexta-feira, a partir das 14h, iniciativas nos biomas da Mata Atlântica e do Cerrado, em vídeos de pesquisadores da UFSC, e de outras instituições, como a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) e a Universidade do Rio Grande do Sul (UFRGS). Será um conteúdo especializado sobre como é possível restaurar, reabilitar e manter os biomas, convivendo também com demandas legais e socioeconômicas.

A Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) também participa da Sepex em Casa, com a proposta “Bioeconomia Catarinense – Ações da Epagri”. Exibido na sexta-feira, 23, a partir das 8h, os vídeos trarão temas como as sementes crioulas; segurança alimentar e nutricional; produção de milho e Variedades de Polinização Aberta (VPA); compostagem; Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs); Sistema de Plantio Direto em Hortaliças (SPDH); Indicação Geográfica (IG); etc.

Por fim, no último dia da programação, no sábado, 24, a partir das 14h, o canal da UFSC no YouTube exibe a Mostra de Pequenas Iniciativas na Bioeconomia em Santa Catarina. Serão lançados diversos vídeos de empreendedores da bioeconomia catarinense, como produtores de erva-mate com preservação de floresta nativa, em Papanduva; cultivo de enxames de abelhas e caixas especializadas, em Guaraciaba; produção agroflorestal; entre outros.

Conheça a UFSC

A programação traz, ainda, experimentos especialmente pensados para jovens do ensino fundamental e médio, vestibulandos, e toda a comunidade universitária.

Na quinta-feira às 15h e sexta-feira às 14h30, a Comissão Permanente do Vestibular (Coperve) traz duas oficinas ao vivo sobre o Vestibular da UFSC e a Redação do Vestibular da UFSC.

O LIOP – “Profissão, Carreiras e Projetos de Vida”, programa de extensão vinculado ao Departamento de Psicologia da UFSC irá trazer um material interativo, intitulado “Você já parou para pensar no seu futuro profissional?”. Os professores trarão discussões, com participação dos estudantes, por meio de perguntas e contextualização dos professores e pesquisadores. O objetivo é envolver os estudantes a partir da reflexão sobre os seus projetos de vida.

A Sepex em Casa vai, ainda, levar a UFSC até a sua casa, por meio da Mostra Científica, voltada especialmente para estudantes do Ensino Fundamental, com uma proposta didática e lúdica. Nove laboratórios da UFSC farão experimentos e demonstrações, para mostrar um pouco de suas pesquisas.

Os programas de pós-graduação da UFSC também prepararam conteúdo especial para a Sepex, e os campi de AraranguáBlumenauCuritibanos Joinville trarão, em seus sites e redes sociais, uma programação especial sobre a ciência nos campi.

(Fonte: Notícias UFSC)

Tags: ensinoExtensãoPesquisaSEPEXufsc

Projeto Sinova UFSC Startup Mentoring 2020 realiza live de premiação dos finalistas

19/10/2020 14:19

A Secretaria de Inovação da Universidade Federal de Santa Catarina realiza na sexta-feira, 23 de outubro, às 10h, uma live de premiação dos finalistas do “Sinova UFSC Startup Mentoring 2020”, que  será transmitida pelo canal da Sinova no YouTube. Para acompanhar o evento, os interessados devem se inscrever previamente no Sympla

A abertura será realizada pelo Secretário de Inovação, Alexandre Moraes Ramos, e às 10h15 haverá um espaço de fala às instituições parceiras do projeto. Às 10h45 o Reitor Ubaldo César Balthazar premiará as ideias mais inovadoras.

A cerimônia de premiação visa reconhecer as dez ideias/startups mais inovadoras do projeto. Para a final, foram selecionadas duas ideias inovadoras em cada um dos cinco campi da UFSC, com o objetivo de conectar as pesquisas produzidas na universidade com o ecossistema de inovação e de selecionar as melhores ideias para fazer parte do mapa de startups da UFSC.

A banca de mentores será composta por representantes das instituições parceiras da Sinova, são elas: Academy UFSC, Acate, Celta, Inovativa, Invisto, Marinha do Brasil, RecepeTi e Sebrae.

O projeto Sinova UFSC Startup Mentoring

O Sinova UFSC Startup Mentoring, que já está na sua 3ª edição, faz parte do programa “iSHIS – Startups Humanas Inteligentes Inovadoras e Sustentáveis” que visa promover a inovação e fomentar o empreendedorismo inovador em todos os campi da UFSC. Este ano, em razão da pandemia de Covid-19, o projeto foi realizado de forma totalmente virtual e trouxe a temática “o novo contexto da inovação pós-pandemia”.

Em sua edição de 2019, o projeto “Sinova UFSC Startup Mentoring” foi premiado com o 2º lugar ICT Inovadora do Prêmio Stemmer de Inovação Catarinense da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). Além disso, este ano, a UFSC é finalista do prêmio Startup Awards 2020, a maior premiação do país entre startups e comunidades empreendedoras, organizada pela Associação Brasileira de Startups (Abstartups), que tem como objetivo reconhecer instituições, empresas e profissionais que são destaque no setor. São 15 categorias no total, a UFSC está entre as dez finalistas da categoria “Universidade do Ano”.

Serviço:

O quê: Live – premiação finalistas do projeto “SINOVA UFSC Startup Mentoring 2020”

Quando: 23 de outubro às 10h00

Onde: no canal do YouTube da SINOVA – https://bit.ly/YouTubeSINOVA

Inscrições: link do Sympla

 

Programação:

9h45 – Credenciamento Virtual

10h00 – Abertura Secretário de Inovação – Alexandre Moraes Ramos Programa iSHIS – Projeto Startup Sinova Mentoring

10h15 – Instituições Parceiras

10h45 – Premiação Reitor Ubaldo César Balthazar

11h15 – Encerramento

(Fonte: Notícias UFSC)

Tags: empreendedorismoinovaçãomentoriaSecretaria de inovaçãoSinovaufscUFSC Blumenau

UFSC contrata: vaga para Profissional Técnico Especializado em Língua de Sinais no Campus Blumenau

19/10/2020 12:04

O Diretor em exercício do Departamento de Desenvolvimento de Pessoas da Pró-reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (DDP/PRODEGESP) torna público o Edital nº 044/2020/DDP, publicado no DOU de 16/10/2020, seção 3, páginas 76 e 77, com a abertura de Processo Seletivo Simplificado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público, com base na lei 8.745/1993, na Portaria Interministerial nº 173/2017/MEC/MPDG e na Portaria nº 1.034/2017/MEC.

Será 01 (uma) vaga para atuação como Profissional Técnico Especializado em Língua de Sinais no Campus Blumenau.

Inscrições:

A inscrição deverá ser realizada por e-mail, conforme edital, no período compreendido 00h00 do dia 21/10/2020 até às 17h00 do dia 30/10/2020 (não serão aceitas inscrições recebidas após esse horário).

(Fonte: DDP/PRODEGESP)

Inscrições abertas para apoio pedagógico em Matemática

19/10/2020 08:58

O Programa Institucional de Apoio Pedagógico aos Estudantes (Piape) do Campus Blumenau abriu inscrições para apoio pedagógico em Matemática (Pré-Cálculo). As inscrições podem ser feitas até esta sexta-feira, 23/10, e as aulas já iniciam na próxima semana.

Confira abaixo os dias e horários em que o curso será realizado (você poderá escolher o melhor horário após fazer a inscrição):

Módulo II - Matemática (clique para se inscrever)
Ementa: Simetria, funções crescente e decrescente; Desigualdades, inequações e valor absoluto; Gráfico e domínio de funções; Introdução à trigonometria.
Turma matutina: segundas e sextas-feiras das 9h às 10h30
Turma vespertina: segundas e quartas-feiras das 14h às 15h30
Turma noturna: segundas e terças-feiras das 19h30 às 21h
Tutor: Edilberto Cordeiro Jr
Coordenadora: Gabriela Boemer Amaral Moretto

O curso dá direito a certificado de participação, validável como atividade complementar, desde que a frequência mínima seja de 75%. Em caso de dúvidas, entre em contato com o Núcleo Pedagógico pelo e-mail ou pelo Whatsapp (48) 3721-3358.

(Daiana Martini/Comitê de Comunicação UFSC Blumenau)

Tags: apoio pedagógicocálculoPiape

Aos mestres, com carinho: relatos sobre a arte de ensinar e os desafios da docência em tempos de pandemia

15/10/2020 14:35

Ao ouvir as palavras professora e professor, Klay Silva, que faz estágio na Agência de Comunicação (Agecom) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), descreve o que vem à mente: uma figura acolhedora e disposta a orientar dúvidas que surgem. Não apenas sobre a matéria que leciona – destaca a jovem -, mas sobre a vida e suas dificuldades e vitórias. “Penso naquela pessoa com voz firme e carinhosa, que passeia nas salas de aula e procura no olhar dos alunos as perguntas inquietas que guiam o propósito da sua profissão”, afirma a futura jornalista.

Com o olhar sensível de Klay e os depoimentos que permeiam este texto, a UFSC homenageia todos os mestres – para que recebam, neste simbólico 15 de outubro, o carinho da comunidade universitária e o reconhecimento pelo trabalho primoroso prestado à sociedade.

Segundo dados da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), a Universidade Federal de Santa Catarina conta com 2.419 professores efetivos do magistério superior e 119 professores efetivos do magistério do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT) – 99 no Colégio de Aplicação (CA) e 20 no Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI). Ao todo, a instituição soma 109 professores substitutos contratados – 93 atuam no ensino superior e 16 na educação básica.

“Uma sociedade que valoriza a educação reconhece o papel do professor. Com o sentimento de gratidão, reconhecemos a importância do trabalho que desempenham na nossa universidade. O corpo docente, constituído por professores efetivos e substitutos, tem papel fundamental para o cumprimento da missão institucional, promovendo a formação de pessoas e o desenvolvimento da sociedade”, pontua o pró-reitor de Graduação da Universidade, professor Alexandre Marino Costa.

Durante a pandemia de covid-19, as atribuições dos docentes revestem-se de novas configurações para atender às demandas do ensino remoto na UFSC e instituições de ensino brasileiras. As salas de aula, que costumeiramente reuniam saberes e olhares em manhãs, tardes e noites nos campi, deram lugar aos ambientes virtuais, acessados por meio das telas dos computadores e celulares. O atual cenário apresenta aos professores o desafio de instruir à distância – em meio à instabilidade dos sinais de conexão à internet e ao aprendizado de ferramentas digitais.

Professores buscam, nesse contexto, métodos pedagógicos acessíveis para compartilhar conhecimentos, com atenção especial àqueles que vivenciam a falta de acesso à tecnologia. Silenciosamente, os profissionais adaptam-se a novas rotinas, reformulam planos de aula e metodologias, e intensificam o compromisso com o ensino democrático, ético e sensível às necessidades dos estudantes.

De acordo com Sérgio Peters, professor do Centro Tecnológico (CTC), até março de 2020 a maioria dos professores do centro de ensino não usava recursos digitais em aulas. Com a cultura de promover encontros para trocas de experiências docentes, a partir de abril 2020 as reuniões passaram a ser semanais e ter como foco o ensino não presencial – com o envolvimento de alunos de pós-graduação e técnicos-administrativos em Educação (TAEs). Compartilhar estudos, descobertas, testes e dinâmicas de aulas foi o objetivo do grupo, que participou ativamente com proposições para a construção do modelo de ensino remoto na UFSC.

“Os professores se superaram, fizeram a preparação, acharam seus caminhos e colocaram em prática recursos digitais em suas vidas acadêmicas. A maioria está gravando e disponibilizando as aulas. Temos muitas histórias inspiradoras – professores que adaptaram câmeras, que filmam folha de papel e transmitem pela plataforma utilizada. Alguns usam mesas digitalizadoras, outros gravam aulas previamente, disponibilizam antes e agendam aulas síncronas para dúvidas e discussões. Outros usam podcasts e recursos mais avançados”, exemplifica Sérgio, há 27 anos professor da UFSC.

Sérgio, professor da UFSC desde 1993. Foto: Arquivo pessoal.

O docente do CTC afirma que oportunizar revisões e defesas das avaliações, para entender melhor o que os alunos entregam nas tarefas, tem gerado maior empatia entre estudantes e mestres. Sérgio e os colegas estão atentos aos desafios que os alunos enfrentam. Local de estudos, acesso a equipamentos e novas dinâmicas em suas casas são exemplos citados.

Para Patrícia Della Méa Plentz, vice-presidente do Sindicato dos Professores das Universidades Federais de Santa Catarina (Apufsc-Sindical), é dia de celebrar o profissionalismo e a dedicação. “Em um ano atípico e desafiador, ver os colegas engajados em ressignificar a docência – desbravando os recursos tecnológicos para atender os alunos – e ampliando os limites do conhecimento com suas pesquisas e projetos nos faz sentir ainda mais orgulho do ofício. Mesmo em um momento político conturbado e difícil para as universidades, com cortes financeiros de toda ordem e questionamentos infundados sobre nosso papel na sociedade, seguimos em frente cada vez mais fortes”.

Desde criança, Cristiane Derani sabia o que gostaria de ser quando crescesse: professora. A pró-reitora de Pós-Graduação da Universidade fala do entusiasmo que sente com o fluxo de aprender, investigar, transmitir e reaprender. Para ela, o conhecimento rejuvenesce. O motivo? Ele não tem fim. Mais do que profissão, considera a docência uma arte, um ideal. Um estado de alma. “Ser professor é acreditar no ser humano e no universo, é criar a partir da dúvida, da insatisfação e da esperança. A pós-graduação da UFSC reúne professores com essas características em todas as áreas do conhecimento. O conhecimento não se esgota e é construído coletivamente – expande-se sem ocupar o espaço, mas preenche tudo o que falta, responde ao que se indaga, satisfaz com novas buscas”, reflete.

Andressa escolheu a docência inspirada pelos mestres da graduação, do mestrado e do doutorado na UFSC. Foto: Arquivo pessoal

Entre os momentos marcantes que Andressa Sasaki Vasques Pacheco viveu na instituição, a memória que guarda com carinho de uma colação de grau no polo de ensino de Jacuizinho (RS). “A cidade tem uma população de pouco mais de dois mil habitantes. No dia da colação dos cursos de Administração, Ciências Contábeis e Ciências Econômicas, tínhamos mais de 400 convidados no ginásio local. Todos os alunos nos agradeceram muito, e destacavam como o nosso trabalho foi importante e que puderem realizar o sonho de cursar uma graduação em uma universidade”.

Andressa tornou-se professora efetiva da UFSC em 2011 e, desde então, ministra disciplinas nos cursos de graduação e pós-graduação em Administração. Ela coordena o projeto LINC Digital, que, com o apoio da Pró-Reitoria de Extensão (Proex) promoveu capacitações a docentes para o ensino não presencial. “Nessa experiência, meus ‘alunos’ foram os colegas de profissão. Alguns, inclusive, foram meus professores. A cada curso que oferecíamos, víamos o empenho e dedicação de colegas que estavam se reinventando e dando o seu melhor para que pudéssemos realizar o nosso trabalho da melhor forma possível neste período desafiador”.

“As letras embaralham os olhos, mas iluminam o caminho com as palavras, como dizia minha vó, que completou 116 anos em 2020″, afirma Josué. Foto: Arquivo pessoal

Publicitário, mestre em Memória Social, doutor em Educação e  pós-doutor em Museologia. Durante um ano e meio, até agosto de 2020, Josué Carvalho atuou como professor substituto no curso de Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica da UFSC. É filho de mãe indígena Kaingang e pai italiano, que desejavam que fosse médico, mas nunca impuseram o caminho. “Após atuar um tempo como professor, minha mãe perguntou enquanto eu especulava meu pai sobre as formas que ele media a terra sem não ter tido acesso aos números: ‘Por que você quis ser professor? Você nunca cansa de ler e perguntar!’ Minha avó, que estava fazendo seu cesto com a matéria-prima que ela mesma havia retirado da mata (há uns 15 anos), disse: ‘Então você não sabe? É porque ele precisa atravessar a ponte e, quando você conta as coisas a ele, ele não se perde e encontra os caminhos – e também não se perde pra voltar para casa”.

Com essa lembrança, Josué reflete sobre o papel dos professores, expressa preocupação ao fazer referência a tempos nebulosos vividos no País e chama atenção para a importância de enxergar a “ponte” que os profissionais representam. “Não nasci professor, fui forjado. E sou porque acredito, sim, que pela educação podemos ter uma sociedade livre, não alienada. Educação como liberdade de si e não para formação de vítimas de um sistema. Feliz nosso dia! Que continuemos a construir pontes”, defende.

“Ser docente é disseminar e compartilhar o conhecimento, poder contribuir com a evolução e transformação da sociedade”. Fabiana leciona no campus da UFSC em Blumenau. Foto: Arquivo pessoal

Ser uma universidade de excelência e cada vez mais inclusiva é um dos objetivos da UFSC, firmado na visão institucional. Fabiana Schmitt Corrêa, mestre em Linguística, é uma das responsáveis por impulsionar o ensino de Libras na Universidade. Nascida e criada em Blumenau, com irmã também surda e com pais ouvintes, desde criança foi orientada a utilizar a somente a língua portuguesa em casa. Aos 22 anos, na graduação em Pedagogia, Fabiana aprendeu a linguagem de sinais.

Fazer parte da primeira turma de Letras Libras da UFSC e vivenciar a acessibilidade por meio das aulas foram marcos que a impulsionaram à carreira acadêmica. A sala de aula não foi sua primeira escolha, revela. “Eu amo ensinar e amo a língua de sinais. Durante a minha trajetória, as duas coisas se encontraram. Foi amor à primeira vista e o casamento deu certo”, brinca a professora, que vê na docência um meio de transformação social.  Fabiana leciona disciplinas de Libras e Educação Especial nas Licenciaturas em Química e em Matemática no Campus da UFSC no Vale do Itajaí.

Patrícia, docente e enfermeira da UFSC. Foto: Arquivo pessoal

Patrícia Klock, docente do curso de Enfermagem e há 14 anos enfermeira do Hospital Universitário (HU), nasceu sem uma perna. A profissional, que sente orgulho de ter cursado graduação, mestrado e doutorado na UFSC, fala sobre as responsabilidades do espaço que ocupa e sobre o comprometimento que tem com a sociedade. “Ser docente, buscar construir uma carreira em que aspectos pessoais de ter uma deficiência física são desafiadores, atrelados ao significado que a UFSC representa na sociedade, é um compromisso. Com a universidade pública e gratuita, que investiu na minha formação; com o quanto que minha história impacta na vida dos alunos, como alguém que já vivenciou o quanto cursar uma graduação exige dedicação, criatividade e superação. Busco exercer a empatia e acolhimento com cada aluno que passa pela minha caminhada, me transformando e me oportunizando trocas únicas e singulares”.

 

Para Klay, aluna da UFSC em formação por meio do ensino remoto, a celebração do Dia do Professor nos convida a olhar o que as telas não mostram. “É bom sentir que os professores continuam a luta pelo ensino e pelo saber de forma genuína, mesmo com as dificuldade acentuadas pela rotina do ensino remoto e pela falta que o contato humano causa”, resume, agradecida e esperançosa.

Curiosidades e símbolos

Nem sempre o ensino no Brasil foi organizado com professor à frente do quadro e alunos em fileiras

Segundo o professor Ademir Valdir dos Santos, do Departamento de Estudos Especializados em Educação (EED) da UFSC, até o início do século XIX, a maior parte dos professores adotava o ensino individual. “Esta metodologia tem a preocupação de fazer ler, escrever e calcular a cada aluno em separado, um após o outro. Exige que o aluno recite a lição enquanto os demais trabalham em silêncio, sozinhos. Neste caso, o professor dedica poucos minutos a cada um”, detalha. A partir da metade do século XIX, o método monitorial, que surgiu na Inglaterra e na França, chegou ao Brasil. Com o método, o professor ensinava o conteúdo a alguns alunos, que tinham mais facilidade em aprender o conteúdo. E os monitores repassavam o conhecimento aos demais.

Presentear o professor com uma maçã

Por vezes associada aos professores, simbolicamente a maçã remete ao conhecimento. A explicação: quando cortada ao meio, transforma-se em um pentagrama (símbolo do saber). Ademir explica que a fruta está relacionada, também, à lei da gravidade e à sabedoria, em referência à história da maçã que teria caído sobre a cabeça do físico inglês Isaac Newton. Outra teoria simbólica faz menção à representação de Adão e Eva e a vontade do ser humano de ter acesso ao conhecimento. A explicação mais recente estaria ligada a uma possível tradição iniciada entre os séculos XVI ao XVIII. A maçã era um dos alimentos mais comuns na Europa. Oferecer a fruta como compensação pelo trabalho mal remunerado era a solução que os pais encontravam para retribuir os professores.

Ademir acrescenta uma curiosidade: “interessante observar que o termo em inglês para ‘puxa-saco’ (bajulador, adulador) é apple-polisher, ou seja, aquele que dá polimento à maçã, que esfrega a fruta para que a casca brilhe mais antes de oferecê-la ao professor”.

Como surgiu a lousa usada pelos professores? 

A grande lousa fixa na parede, de frente para os alunos, é uma invenção relativamente recente. Em 1800, James Pillans, diretor da Escola Superior de Edimburgo, na Escócia, queria mostrar mapas maiores nas aulas de geografia e teve a ideia de unir placas de ardósia, formando o quadro negro. A lousa surgiu para substituir materiais como o papel e a pena de ganso e enxugar os custos. Com o feito, foi possível reunir número maior de pessoas em sala. Do latim, a palavra professor e significa “pessoa que declara em público”.

E a coruja? 

Por influência da mitologia grega, a coruja representa a sabedoria. A deusa Atena, divindade associada à inteligência, ao senso de justiça e às artes, tinha uma coruja como mascote. Os gregos consideravam a noite como um momento para o pensamento filosófico e a revelação intelectual – por ser uma ave noturna, a coruja tornou-se representante da busca pelo saber.

Ademir Valdir dos Santos é líder do Grupo de Estudos e Pesquisas em História da Educação e Instituições Escolares de Santa Catarina (GEPHIESC), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da UFSC. O docente aborda aspectos da história de instituições escolares nas redes sociais, pelo perfil @ademhistoria no Instagram.

Texto: Jornalista Bruna Bertoldi Gonçalves, com a participação das estagiárias de Jornalismo da Agecom Klay Silva, Hillary Marcos e Virginia Witte

(Fonte: Notícias UFSC)

 

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Comissão eleitoral divulga relação preliminar de eleitores e chapa para consulta pública para escolha da Direção do CTE

13/10/2020 16:25

A presidência da Comissão Eleitoral, responsável pela realização da consulta pública para escolha da Direção do Centro Tecnológico, de Ciências Exatas e Educação (CTE) do Campus Blumenau, designada pela Portaria nº 126/2020/BNU, torna pública as listas preliminares de eleitores e homologa preliminarmente a inscrição da chapa para concorrer aos cargos de Diretor e Vice-Diretor do CTE. As publicações podem ser acessadas na página https://eleicoes.blumenau.ufsc.br/

Eventuais pedidos de recurso, para impugnação da chapa preliminarmente homologada, deverão ser enviados até às 12h do dia 15/10, conforme Edital 003/2020/BNU. Quanto às listas, os eleitores deverão conferir seus dados nas planilhas e, em caso de inconsistência, encaminhar mensagem contendo nome completo e os dados a serem ajustados para o e-mail , até o dia 14/10, impreterivelmente.

Destaca-se ainda que, conforme exigência para uso do sistema de votação E-democracia, todos os eleitores devem ter idUFSC, sendo responsabilidade do próprio usuário a regularização do mesmo. Para testar, os eleitores devem acessar ao menos uma vez o link https://pessoa.sistemas.ufsc.br/.

(Fonte: Comissão Eleitoral)

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