Setembro Amarelo na UFSC Blumenau busca conscientizar sobre prevenção do suicídio
Durante esse mês, o Campus Blumenau da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) participa da campanha Setembro Amarelo, que busca promover a conscientização sobre a prevenção do suicídio. O objetivo é estimular o diálogo sobre saúde mental, eliminar preconceitos em relação ao sofrimento emocional e divulgar as principais formas de procurar ajuda.
Idealizada ainda no final de 2014 por diversas entidades, entre elas o Centro de Valorização da Vida (CVV), a campanha teve sua primeira edição em 2015. A cor amarela é usada mundialmente como referência direta ao Dia Mundial de Prevenção do Suicídio (10 de setembro). Em 2026, o Setembro Amarelo tem como tema “Escutar é estar presente”. O foco é reforçar que a oferta de uma escuta acolhedora pode representar o primeiro passo para alguém que está passando por um momento de sofrimento emocional.
De acordo com o Ministério da Saúde, o suicídio é um problema de saúde pública, que pode acontecer por diferentes razões e com impactos na sociedade como um todo. É um fenômeno complexo, que pode afetar indivíduos de diferentes origens, classes sociais, idades, orientações sexuais e identidades de gênero. Ainda de acordo com a pasta, no Brasil são registrados cerca de 15,5 mil casos de suicídio por ano, o que representa uma média de 42 óbitos por dia.
A primeira medida preventiva em relação ao suicídio é a educação. Falar sobre o tema não deve ser um tabu ou incômodo para ninguém. O compartilhamento de informações possibilita a abertura ao diálogo, permitindo que as pessoas possam ter mais acesso a recursos de prevenção.
Sinais de alerta
Uma pessoa em sofrimento pode dar certos sinais, que devem chamar a atenção de seus familiares e amigos próximos, principalmente se mais de um deles se manifestarem ao mesmo tempo. Podemos ficar atentos ao isolamento, mudanças de hábitos repentinas, perda de interesse pelas atividades que costumava gostar, piora do desempenho escolar ou laboral e alterações no sono e no apetite.
Também é um importante sinal de alerta frases do tipo “Vou deixar vocês em paz”, “Eu queria desaparecer” ou “Eu queria poder dormir e nunca mais acordar”, por exemplo. Alguns fatores podem desencadear ou intensificar uma crise suicida, como a perda de emprego, fim de relacionamentos, discriminação, conflitos familiares, perda de alguém importante ou até doenças crônicas dolorosas. Apesar de não serem considerados como determinantes para o suicídio, esses fatores devem ser levados em consideração caso haja outros sinais de alerta.
Onde buscar ajuda
Em Blumenau, pessoas que se encontram em sofrimento psicológico devem procurar a unidade básica de saúde mais próxima de sua residência, podendo ser uma Unidade de Saúde da Família (ESF) ou um Ambulatório Geral (AG). É lá que acontece a avaliação inicial e o encaminhamento para o atendimento especializado em um dos três Centros de Atenção Psicossocial (Caps) do município. Essas estruturas contam com equipes multiprofissionais, entre terapeutas, psicólogos, assistentes sociais, médicos, enfermeiros e auxiliares de enfermagens. Em caso de crises, também é possível procurar as emergências dos hospitais.
Paralelamente ao atendimento via sistema de saúde, também é importante entrar em contato com o CVV, que atende de forma voluntária e gratuita todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone, e-mail, chat e voip 24 horas todos os dias. A ligação pode ser feita pelo número 188 (gratuita a partir de qualquer linha telefônica fixa ou celular) e o atendimento via chat pelo site cvv.org.br.
Como ajudar outra pessoa
Como integrantes de uma sociedade cada vez mais apressada e ansiosa, todos devemos estar atentos às pessoas ao nosso redor, nos seus comportamentos e atitudes, a fim de oferecer escuta e acolhimento para alguém que esteja precisando. É importante estar atento aos sinais de alerta e, assim que identificado algum deles, tentar ajudar.
Encontre um momento apropriado e local calmo e faça a seguinte pergunta: “Tem algo que posso fazer para te ajudar?”. Deixe a pessoa à vontade para falar, ouça-a com atenção e ofereça seu apoio. Depois disso, incentive-a a procurar ajuda de profissionais de serviços de saúde, de saúde mental, de emergência ou apoio em algum serviço público, e ofereça companhia nesse atendimento. Se você perceber que essa pessoa está em perigo imediato, não a deixe sozinha.
Às vezes uma simples conversa com um amigo, pai, irmã, colega de trabalho ou escola, professor ou alguém que esteja próximo já pode ajudar a aliviar o sofrimento. Uma sociedade menos doente passa pela atuação e responsabilidade de cada um. Estar presente e oferecer escuta não custa nada e pode fazer a diferença na vida de alguém próximo.
Confira abaixo os cartazes da campanha, que também estão expostos nas escadas do Bloco B:
O CVV disponibiliza materiais para download gratuito que podem ser utilizados para divulgação do Setembro Amarelo. Clique aqui para acessar.
Daiana Martini/Divisão de Comunicação UFSC Blumenau, com informações do Ministério da Saúde e do CVV
Artes: Karine Lopes





















