Abril Indígena da UFSC terá atividades no Campus Blumenau
Estudantes e lideranças indígenas, pesquisadores, docentes, servidores técnicos-administrativos e membros da comunidade externa poderão participar de diversos eventos da programação do Abril Indígena da UFSC. O evento é organizado pela Coordenadoria de Relações Étnico-Raciais (Coema) da Pró-reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe).
No Campus Blumenau, a exposição “Memórias da Terra: Povos Indígenas no Vale do Itajaí” reúne fotografias e cestarias produzidas por indígenas Laklãnõ/Xokleng e Guarani, abordando saberes ancestrais relacionados à alimentação, às ervas medicinais, ao território e ao cotidiano na aldeia. As obras evidenciam a permanência de práticas culturais e formas de resistência dos povos indígenas da região. A exposição está instalada no Bloco B, nos painéis das escadarias e na Biblioteca Setorial.
Além da exposição, será realizada a roda de conversa “Povos Originários no Vale do Itajaí: história e atualidade”, com a participação de professora indígena Laklãnõ/Xokleng MARIA ELIS TOLYM NUNC-NFÔONRO, pesquisadora da cultura indígena, que trará reflexões sobre a história e a atualidade dos povos originários no Vale do Itajaí. O evento, que será realizado no dia 29 de abril, às 19h, na Sala B107, é aberto à comunidade e contará com certificação para participantes inscritos. Para fazer sua inscrição prévia, clique aqui.
De acordo com a Coema, o evento busca promover a valorização da diversidade étnico-racial, dar visibilidade às realidades e demandas dos povos indígenas e fortalecer o diálogo entre universidade, comunidades indígenas e sociedade. Também se configura como um espaço de reflexão crítica sobre as desigualdades históricas que marcam a relação do Estado brasileiro com os povos originários.
Atualmente, a Universidade Federal de Santa Catarina conta com 225 estudantes indígenas, pertencentes a diferentes povos, entre eles Kaingang, Xokleng, Guarani, Baniwa, Kambeba, entre outros, expressando a pluralidade de territórios, saberes e identidades presentes na instituição.
“O Abril Indígena reafirma o compromisso da UFSC com a promoção da justiça social, da equidade e do reconhecimento da diversidade sociocultural. A iniciativa contribui para o fortalecimento da presença indígena na universidade e para a construção de um ambiente acadêmico mais inclusivo e plural. Além disso, promove o debate público sobre questões fundamentais para os povos originários, ampliando a conscientização da sociedade sobre direitos, desigualdades históricas e a importância do respeito à diversidade cultural”, afirma Juliane Pasqualeto, assistente social da Coema.
Daiana Martini/Serviço de Comunicação UFSC Blumenau, com informações do Notícias UFSC




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