17 de maio – Dia Internacional contra a Homofobia, Bifobia e Transfobia

17/05/2017 15:36

A cada 25 horas, uma pessoa LGBT é assassinada no Brasil. A informação é dos grupos brasileiros Rede Trans Brasil e GGB (Grupo Gay da Bahia) e demonstra que a violência contra essa população aumentou cerca de 18% em relação ao ano anterior. O Brasil ocupa ainda uma liderança sangrenta nas Américas: segundo a Associação Internacional de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Transexuais e Intersexuais (ILGA) o país ocupa a 1ª posição em homicídios por motivação homofóbica.

Como forma de dar visibilidade, ampliar os debates nas questões relacionadas as diversidades sexuais e gênero e promover espaços de diálogo e respeito na universidade, a UFSC, através da Secretaria de Ações Afirmativas e Diversidades (SAAD), realiza nesse 17 de maio, Dia Internacional Contra a Homofobia, Lesbofobia e Transfobia, uma mesa de debates com o tema  “Cura ou não cura? Debates sobre a patologização da homossexualidade e das identidades trans”, às 19h, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), em Florianópolis. O evento contará com a presença de reconhecidas militantes do movimento LGBT, professores e membros do Conselho Regional de Psicologia.

Em Blumenau, uma ação simbólica acontece no hall do bloco A da sede acadêmica, com a distribuição de panfletos e broches, além de materiais noticiosos que expõem a importância de discutir o tema. Também foram afixados cartazes em ambos os prédios da sede.

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Por que 17 de maio?

A data foi escolhida lembrando a exclusão da homossexualidade da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID) da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 17 de maio de 1990, oficialmente declarada em 1992.

Entre 1948 e 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a homossexualidade como um transtorno mental. Em 17 de maio de 1990, a assembleia geral da OMS aprovou a retirada do código 302.0 (Homossexualidade) da Classificação Internacional de Doenças, declarando que “a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão”. A nova classificação entrou em vigor nos países-membros das Nações Unidas em 1993. Com isso, marcou-se o fim de um ciclo de 2000 anos em que a homossexualidade era vista primeiro como pecado, depois como crime e, por último, como doença.

(Comunicação UFSC Blumenau/Com informações ILGA, EBC e ONU)