(Português do Brasil) 1º Seppel será realizado na próxima semana na UFSC Blumenau
(Português do Brasil) Nota da Direção: Atualização sobre o funcionamento do Restaurante Universitário
Projetos da Soma ultrapassam a marca de 200 bolsistas
Neste ano de 2026 o laboratório de extensão Sala das Olimpíadas de Matemática (Soma) da UFSC Blumenau atingiu a marca de 200 bolsistas. Desenvolvendo projetos de extensão que estão relacionados às diversas Olimpíadas de Matemática, a Soma possui um espaço físico desde 2019, apesar de desenvolver projetos já desde o início das atividades do campus, em 2014.
A primeira bolsista foi a egressa do curso de Matemática e também do Profmat de Blumenau, Nayara Caroline Luiz. "A oportunidade de ser bolsista de extensão surgiu logo no início da graduação e foi minha primeira experiência profissional, acho que posso dizer assim. Poder viver o ambiente da UFSC além das salas de aula era gratificante e me fazia pertencer ainda mais àquela Universidade. O contato com os professores, técnicos e com a sede administrativa traz uma proximidade muito grande entre discentes e docentes. Esta é uma experiência que todo graduando deveria ter a oportunidade de viver", avalia Nayara.
Concebido inicialmente pelos professores do Departamento de Matemática, Louise Reips e Felipe Vieira, o laboratório conta atualmente com o apoio dos professores André Vanderlinde da Silva, Eleomar Cardoso Júnior e Renan Gambale Romano (e outros ao longo dos anos anteriores).
Renan, que atualmente é o coordenador do curso de Matemática, afirma que a Soma é espaço estratégico para o curso de Licenciatura em Matemática. “Ali, os estudantes podem desenvolver várias atividades de extensão que favorecem o cumprimento dessa importante componente curricular e os capacitam para a atividade docente. Além disso, vejo a Soma como um ambiente descontraído, com acesso livre para os seus integrantes, os quais usam o espaço para estudar, relaxar e socializar, não só sobre Matemática, mas sobre o dia a dia", explica.
Apesar de ter um bom número de estudantes contratados via editais da própria UFSC, o carro-chefe da quantidade de bolsistas é o Programa de Iniciação Científica Júnior (PIC Jr.), projeto da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) em parceria com o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), que contrata estudantes para ministrarem aulas para os medalhistas dela. Além dessa modalidade de bolsistas, a Soma ainda conta com voluntários, moderadores de fórum e apoios secretariais, vagas que são preenchidas com estudantes de todos os cursos do campus.
A estudante Mireya Mendiguren Mager é bolsista pelo quinto ano consecutivo. "Tenho o gosto de usufruir da Soma desde 2022, quando entrei no PIC. Acompanho o espaço desde o retorno às aulas presenciais pós-pandemia e estou fazendo toda a minha licenciatura com acesso a ela. É simplesmente fantástico! É um espaço acolhedor e que fica cada vez mais confortável. Somos alunos de fases diferentes, trocamos muitas ideias e tiramos dúvidas das disciplinas uns com os outros. É também onde compartilhamos confidências e aflições típicas da vida acadêmica (nada fácil!), fazendo com que o estresse do dia a dia se torne bem mais leve. Essa convivência enriqueceu demais não só o meu conhecimento na Matemática, mas a minha formação como pessoa, gerando laços e amizades que acredito que vão ficar para sempre. Sentirei saudades quando me formar", conta a licencianda.
Com todas essas atividades, professores da Soma já possuem produções relacionadas, como o artigo "VII Olimpíada Massarandubense de Matemática: relato do processo de elaboração das provas", publicado na Revista Catarinense de Educação Matemática (2025), além do relato "Popularizar a Matemática por meio da Extensão: a experiência do Laboratório Soma", apresentado no 1º Encontro Nacional em Popularização da Matemática (2025) e o pôster "Do lúdico ao olímpico: a trajetória da Soma na divulgação matemática", na XII Bienal de Matemática (2026).
Por fim, a Soma também funciona como ponte para que alunos medalhistas de tais olimpíadas que ingressam na UFSC Blumenau recebam bolsas de pesquisa através do edital do Programa de Iniciação Científica e Mestrado (PICME), sendo assim orientados por professores do campus.
Daiana Martini/Divisão de Comunicação UFSC Blumenau, com informações do professor Felipe Vieira
Fotos: arquivo pessoal






